Reino Unido rejeita ideia de pedágio em Ormuz após anúncio de Trump

Governo britânico afirmou que hidrovia deve ser reaberta sem taxas; EUA dizem que cobrarão 20% do valor das cargas dos navios

James Frater e Billy Stockwell, da CNN
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O Reino Unido reiterou nesta terça-feira (14) sua posição de que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto "sem pedágios ou taxas".

Isso acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido restabelecer o bloqueio a navios do Irã e impor uma taxa de 20% sobre a carga de outras embarcações.

Trump disse na segunda-feira (14) que os EUA se tornariam os "guardiões" de Ormuz e cobrariam das empresas de transporte comercial 20% do valor de suas cargas para compensar pela segurança do estreito.

"Cabe aos EUA apresentar os detalhes exatos das propostas", disse um porta-voz do governo britânico a jornalistas.

"Sempre dissemos que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto em conformidade com o direito internacional, sem pedágios ou taxas que possam prejudicar o comércio global", adicionou.

Ainda na segunda, a Organização Marítima Internacional afirmou que a passagem pelo estreito "deve permanecer livre de quaisquer pedágios e taxas, de acordo com o direito internacional".