Polônia nega redução de tropas dos EUA no país e alega atraso no envio

Pentágono cancelou planos de enviar 4 mil soldados americanos para Varsóvia, o que alertou o país europeu

Anna Koper, Pawel Florkiewicz e Anna Wlodarczak-Semczuk, da Reuters
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O ministro da Defesa da Polônia afirmou que nenhuma decisão foi tomada para reduzir o número de tropas americanas no país e que as recentes medidas dos Estados Unidos podem apenas atrasar temporariamente o seu envio, após reunião com o vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Christopher Mahoney.

O vice-presidente JD Vance disse a jornalistas nesta terça-feira (20) que o envio de tropas americanas para a Polônia havia sido adiado, mas que não era correto afirmar que as tropas estavam sendo retiradas da Europa.

A Polônia se alarmou anteriormente com notícias de que o Pentágono havia cancelado os planos de enviar 4 mil soldados americanos para o país. Autoridades tentaram tranquilizar os poloneses, afirmando que isso não era verdade.

"Decisões tomadas nos EUA e suas consequências podem atrasar temporariamente o envio de forças americanas para a Polônia, que é exatamente o que dissemos – que não houve decisão de reduzi-las, apenas uma suspensão temporária", afirmou Wladyslaw Kosiniak-Kamysz a jornalistas após a reunião com Mahoney.

No início deste mês, o Pentágono anunciou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, integrante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em parte devido ao crescente desentendimento entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Europa, relacionado ao conflito com o Irã.

A Polônia afirma que seu papel como centro de distribuição de suprimentos militares e outros para a Ucrânia, após a invasão em larga escala por Moscou, a tornou alvo de espiões russos que coletam informações e realizam atos de sabotagem.

O país planeja investir 4,8% do seu PIB em defesa este ano, a maior porcentagem entre os países da Otan, e ressalta que sempre foi um parceiro leal dos EUA.

"A Polônia é um aliado exemplar", disse Kosiniak-Kamysz, acrescentando que os dois países estão trabalhando juntos em "planos para o destacamento de forças americanas na Europa".