Portugal anuncia que reconhece o Estado da Palestina
Chanceler afirmou que ação não é contra Israel, mas a favor da paz e do direito do povo palestino à autodeterminação

O governo de Portugal anunciou neste domingo (21) que reconhece o Estado da Palestina. A informação foi repassada durante declaração de Paulo Rangel, ministro das Relações Exteriores português, a jornalistas.
Rangel ressaltou que a ação não é contra Israel, mas a favor da paz e do direito do povo palestino à autodeterminação.
"Portugal preconiza a solução dos dois Estados como a única via para uma paz justa e duradoura, que promova a coexistência e convivência pacífica entre Israel e a Palestina", comentou.
"O governo português reafirma, nesta ocasião, o direito do Estado de Israel à existência e às suas efetivas necessidades de segurança, bem como a especial amizade dos povos portugueses e israelenses, condenando uma vez mais os atrozes terroristas de 7 de outubro, o Hamas e todas as organizações, terroristas ou não, que neguem a Israel o direito à sua existência", adicionou.
Rangel pontuou ainda que o Hamas não pode ter qualquer forma de controle em Gaza ou fora dela, exigindo a libertação dos reféns.
Ainda assim, alertou que o reconhecimento do Estado da Palestina "não apaga a catástrofe humanitária em Gaza" e condenou a situação de fome, a destruição e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Canadá, Reino Unido e Austrália também reconhecem Palestina
Mais cedo, Canadá, Reino Unido e Austrália também anunciaram que reconhecem o Estado da Palestina.
A medida – inédita entre países do G7 – alinha esses países com mais de 140 outras nações, incluindo o Brasil.
A decisão também tem peso simbólico, já que o Reino Unido desempenhou um papel importante na criação de Israel como uma nação moderna após a Segunda Guerra Mundial e tem sido sua aliada por muito tempo.
Netanyahu diz que não haverá Estado palestino
Em resposta aos anúncios deste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que "não haverá um Estado palestino".
“Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando um prêmio enorme ao terror”, disse Netanyahu em uma declaração.
*com informações da CNN Portugal e da Reuters


