Portugal voltará a endurecer restrições no Natal se necessário, diz premiê

Aumento recente de casos e surgimento da variante Ômicron levaram o governo português a readotar algumas medidas

Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, durante entrevista coletiva em Lisboa.
Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, durante entrevista coletiva em Lisboa. Foto: Reuters/Pedro Nunes

Sergio Gonçalvesda Reuters

em Lisboa

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O governo de Portugal não hesitará para aumentar as restrições contra a Covid-19 durante as festas de Natal se elas forem necessárias para controlar uma disparada recente de casos da doença, disse o primeiro-ministro português, António Costa, nesta quarta-feira.

Apesar de o país ter um dos índices de vacinação mais elevados do mundo, um aumento recente de infecções e o surgimento da variante Ômicron do coronavírus levaram o governo a readotar algumas restrições a partir desta quarta-feira.

Quando indagado se o governo pode adotar mais medidas restritivas durante o período natalino, Costa respondeu: “Todos nós desejamos que estas medidas não sejam necessárias, mas se se tornarem necessárias, tomaremos essas medidas”.

“Devemos estar sempre vigilantes para tomar novas medidas, se necessário. É assim que temos vivido nos últimos dois anos e temos conseguido prevalecer, embora tenha sido difícil para todos”, disse o premiê aos repórteres.

Costa elogiou o povo português por sua mentalidade cívica e sua compreensão de que os indivíduos só estão protegidos quando toda a população está protegida.

Para enfrentar a disparada mais recente, o governo reinstituiu nesta quarta-feira a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços públicos fechados, recomendou o trabalho remoto sempre que possível e ordenou que todos os passageiros aéreos exibam um exame negativo de Covid ao chegar, mesmo que vacinados.

As exceções são pessoas com um certificado de recuperação do vírus e crianças de 12 anos ou menos.

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