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    Prefeito diz que sua casa foi invadida por carro em meio a protestos na França; mais 700 são presos

    Esposa e um dos filhos de Vincent Jeanbrun, de L'Haÿ-les-Roses, ficaram feridos no episódio

    O Ministério do Interior da França informou no sábado (1º) que prendeu 1.311 pessoas e relatou incêndios em vias públicas, com mais de 1.000 carros queimados.
    O Ministério do Interior da França informou no sábado (1º) que prendeu 1.311 pessoas e relatou incêndios em vias públicas, com mais de 1.000 carros queimados. Anadolu Agency/Getty Images

    Jake KwonHeather Chenda CNN

    O prefeito de um subúrbio de Paris disse que sua casa foi atacada na manhã deste domingo (2), chamando o episódio de “uma tentativa de assassinato” contra sua família em meio aos protestos contínuos no país.

    “À 01h30, enquanto eu estava na prefeitura como nas últimas três noites, indivíduos bateram com o carro em minha residência antes de ateá-lo para queimar minha casa, dentro da qual minha esposa e meus dois filhos pequenos dormiam”, afirmou o prefeito Vincent Jeanbrun de L’Haÿ-les-Roses, uma comuna nos subúrbios do sul de Paris.

    “Enquanto tentava proteger as crianças e escapar dos agressores, minha esposa e um de meus filhos ficaram feridos.”

    Jeanbrun declarou que “não tinha palavras fortes o suficiente para descrever sua emoção com o horror desta noite” e agradeceu à polícia e aos serviços de resgate por sua ajuda.

    A França foi atingida por uma onda de protestos após a morte de Nahel Merzouk, um jovem de 17 anos de ascendência argelina que foi baleado por um policial em Nanterre, no início da semana, e cujo funeral ocorreu no sábado (1º) em uma mesquita, com forte presença de segurança.

    A morte do jovem reacendeu um debate sobre o policiamento nas comunidades marginalizadas da França e levantou questões sobre se a raça foi um fator em sua morte.

    A mãe do adolescente, Mounia, disse à emissora de televisão France 5 na sexta-feira (30) que culpou apenas o policial que atirou em seu filho pela morte dele. No entanto, o assassinato provocou uma agitação destrutiva generalizada.

    Centenas detidos

    Embora o governo francês tenha implantado forças de segurança e tropa de choque em todo o país, a agitação continuou na sexta noite de protestos.

    Mais de 700 pessoas foram detidas em toda a França durante a noite, de acordo com uma contagem provisória do Ministério do Interior.

    O comunicado acrescentou que 45 policiais e gendarmes ficaram feridos durante a noite, enquanto 74 edifícios, incluindo 26 delegacias de polícia e gendarmes, foram danificados e 577 veículos incendiados.

    Na noite anterior, mais de 1.300 pessoas foram detidas e 2.560 incêndios registrados em vias públicas.

    O Ministério do Interior da França informou no sábado que prendeu 1.311 pessoas e relatou incêndios em vias públicas, com mais de 1.000 carros queimados.

    Muitos dos detidos desde o início dos distúrbios na terça-feira (27) são menores de idade, com idade média de 17 anos, segundo Darmanin.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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