Premiê britânico critica maior ataque aéreo da Rússia contra a Ucrânia

Keir Starmer diz que ficou "chocado" com disparos que atingiram principal prédio do governo em Kiev

Michael Holden, da Reuters, Londres
Premiê do Reino Unido, Keir Starmer, em Londres  • 16/07/2024BENJAMIN CREMEL/Pool via REUTERS
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse neste domingo (7) que ficou chocado depois que a Rússia lançou seu maior ataque aéreo da guerra na Ucrânia durante a noite. Os disparos causaram um incêndio no principal prédio do governo em Kiev.

"Estou chocado com o último ataque brutal durante a noite em Kiev e em toda a Ucrânia, que matou civis e atingiu a infraestrutura", disse Starmer em um comunicado.

"Pela primeira vez, o coração do governo civil da Ucrânia foi ferido. Esses ataques covardes mostram que (o presidente russo Vladimir) Putin acredita que pode agir impunemente. Ele não leva a paz a sério", acrescentou o premiê.

De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pelo menos quatro pessoas morreram e 44 ficaram feridas em todo o país. Entre as vítimas está uma criança de criança com menos de um ano de idade.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.