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    Preocupação é de ficarmos sem água e energia, diz brasileiro que mora em Kiev

    À CNN Rádio, Gabriel Felipe Costa afirmou que este é pior momento da guerra, ao menos na capital ucraniana

    Danos a um edifício residencial são vistos após um ataque de foguete em Zaporizhzhia, Ucrânia
    Danos a um edifício residencial são vistos após um ataque de foguete em Zaporizhzhia, Ucrânia Stringer/Reuters

    Amanda Garciada CNN

    A escalada de violência na capital ucraniana de Kiev é o pior momento desde o início da invasão russa, na avaliação do brasileiro Gabriel Felipe Costa, que mora no local.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele contou que a segunda-feira (10) foi pior do que a manhã desta terça-feira (10).

    “Acordamos hoje com a notícia de mísseis interceptados, em menor quantidade do que ontem, que tivemos quase 100 deles”, afirmou.

    Gabriel mora em Kiev, entre idas e vindas, há 5 anos, e conta que há uma sensação nacional de que o ataque é “revanche e para aterrorizar.”

    “Uma das maiores preocupações é com a infraestrutura pública, ficamos ontem sem energia, água e gás, consertaram super rápido, mas hoje tem notícia de que vão ter que desligar”, lamentou.

    De acordo com ele, os alvos dos russos são instalações de importância nacional. “Com o inverno chegando, isso preocupa, é realmente muito complicado suportar o frio sem energia e gás.”

    A intensidade dos ataques da Rússia aumentou após a destruição da ponte que liga o país à região da Crimeia, que foi anexada pelos russos.

    O brasileiro destacou que é “notória a forma com que a população já está treinada a esse tipo de situação.”

    “Não houve grande pânico, ou filas imensas no supermercado, houve situação organizada, todos indo para o abrigo no metrô e já sabiam o que fazer”, completou.

    *Com produção de Isabel Campos