Presidente do México diz que age com prudência ao não comentar eleições nos EUA

Andrés Manuel López Obrador afirmou que deseja esperar até que as autoridades decidam quem é o vencedor para se pronunciar a respeito

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador Foto: Reuters

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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, repetiu nesta segunda-feira (9) a postura de aguardar a divulgação dos resultados oficiais das eleições nos Estados Unidos para comentar a respeito. Ele afirmou que deseja esperar até que as autoridades decidam quem é o vencedor.

Durante uma entrevista coletiva nesta manhã, López Obrador disse: “Quero informar ao povo do México que, com relação às eleições nos EUA, a posição do nosso governo é a de aguardar até que as autoridades dos EUA responsáveis pelo processo eleitoral decidam o vencedor da presidência”. Ele acrescentou que “não podemos agir de forma imprudente”.

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O presidente declarou também que a constituição do México estabelece a não-intervenção quando se trata da determinação da política de outros países. “Temos que respeitar a decisão tomada pelo povo e por outros países. Isso não significa que estamos a favor ou contra alguém”, ressaltou. “Queremos agir com prudência e vamos aguardar”, disse.

“Temos um bom relacionamento com o governo do presidente Donald Trump”, afirmou López Obrador, mas acrescentou que não tem nenhum problema com o democrata eleito Joe Biden. “Não estamos contra o possível presidente eleito ou a favor de Biden.”

Questionado por um jornalista se ele achava que essa postura [de aguardar os resultados oficiais] iria prejudicar a relação do México com os EUA, López Obrador respondeu que não. “Agimos com prudência e, com o tempo, vamos saber quem será o próximo presidente e vamos estabelecer um relacionamento que não será ruim em nenhum caso.”

O presidente afirmou também que o México não é contra ou a favor do Partido Republicano ou Democrata nos EUA. Segundo ele, “nosso partido é o México”.

(Com informações de Natalie Gallon, da CNN, na Cidade do México, e Larry Register, na CNN, em Atlanta)

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