Principais generais dos EUA e Rússia se encontram em meio a tensão entre países

Nos últimos meses, Joe Biden pressionou Vladimir Putin a reprimir uma onda de ciberataques e ataques de ‘ransomware’ vindos do solo russo

General norte-americano Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA
General norte-americano Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA 01/09/2021REUTERS/Evelyn Hockstein

Oren LiebermannEllie Kaufmanda CNN*

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O presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, encontrou-se com seu homólogo russo Valery Gerasimov por cerca de seis horas nesta quarta-feira (22) em uma reunião considerada “produtiva”.

O encontro dos principais generais das duas potencias aconteceu em Helsinque, capital da Finlândia, em um momento de tensões aumentadas entre os EUA e a Rússia.

“Quando os líderes militares de grandes potências se comunicam, o mundo é um lugar mais seguro”, disse Milley após seu encontro com Gerasimov, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Russas.

A reunião cobriu uma “variedade de tópicos sobre questões em todo o mundo”, disse o coronel Dave Butler, porta-voz de Milley.

A discussão foi “voltada para os militares” e foi “séria”, acrescentou. “Os dois generais demonstram respeito mútuo, embora ambos tenham aproveitado a oportunidade para ‘brincar’ na ocasião.”

Apesar das divergências contínuas e ocasionalmente contenciosas entre os EUA e a Rússia sobre a Ucrânia, os ataques cibernéticos e o Ártico, o objetivo da reunião era melhorar o diálogo e a resolução de conflitos entre os dois militares.

Dialogo entre Biden e Putin

Nos últimos meses, o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pressionou o presidente russo, Vladimir Putin, a reprimir uma onda de ciberataques e ataques de ‘ransomware’ vindos do solo russo, especialmente após o ciberataque Colonial Pipeline que fechou o maior oleoduto de combustível da América.

Mas os esforços, incluindo quando o presidente Joe Biden se encontrou com Putin em junho, produziram poucos resultados, sem nenhuma indicação de que Putin tenha refreado os ataques cibernéticos vindos da Rússia. Os EUA também alertaram que a Rússia está tentando interferir nas eleições de meio de mandato de 2022.

Em agosto, a CNN informou que o governo Biden está recebendo relatórios regulares de inteligência sobre os esforços em evolução e em andamento para interferir nas eleições nos Estados Unidos, apesar de Biden ter levantado a questão pessoalmente com Putin.

“É uma violação pura de nossa soberania”, disse Biden na época.

Interferência na eleição

Em abril, a Casa Branca revelou um amplo conjunto de novas sanções contra a Rússia por interferência nas eleições em 2020, ataques cibernéticos e sua ocupação contínua da Crimeia. Essas medidas se somaram a uma ampla gama de sanções contra a Rússia após a invasão do território ucraniano em 2014.

Na época, a Rússia conduzia um exercício militar perto da Ucrânia que viu o maior aumento de forças nas fronteiras do país desde a ocupação da Crimeia.

Em uma ligação entre Biden e Putin um mês após a reunião de junho, o presidente americano disse que eles estabeleceram um meio de comunicação mais direto e que esperava que Putin agisse quando os ataques cibernéticos emanassem da Rússia.

Questionado sobre se haveria consequências adicionais para a Rússia, Biden respondeu: “Sim”.

(*Esse texto foi traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês)

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