Príncipe Harry faz doação para ajudar crianças feridas em Gaza e na Ucrânia

Fundação do Duque de Sussex vai contribuir no desenvolvimento de próteses e no fornecimento de apoio às vítimas dos conflitos

Da Reuters
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A fundação do príncipe Harry doará US$ 500 mil a projetos como a Organização Mundial da Saúde que ajudam a desenvolver próteses e fornecem outros tipos de apoio a crianças das guerras de Gaza e da Ucrânia, informou o gabinete do príncipe nesta quarta-feira (10).

O anúncio foi feito no terceiro dia da visita de Harry ao Reino Unido, quando ele foi até o Centro de Estudos de Lesões (CIS), que é parte da Universidade Imperial College London.

No centro, o príncipe aprendeu mais sobre o trabalho dos profissionais, especialmente sobre o foco em lesões sofridas por crianças e ferimentos causados em desastres naturais.

"Nenhuma organização pode resolver isso sozinha", afirmou o príncipe em um comunicado.

"Gaza tem agora a maior densidade de crianças amputadas do mundo e da história. São necessárias parcerias entre governo, ciência, medicina, resposta humanitária e defesa desta causa para garantir que as crianças sobrevivam e possam se recuperar após ferimentos causados ​​por explosões", continua a nota.

As três contribuições anunciadas pela Fundação Archewell de Harry e a esposa, Meghan Markle, incluem US$ 200 mil para a OMS, que visa apoiar deslocamentos médicos de Gaza para a Jordânia, além de US$ 150 mil para a instituição de caridade Save the Children, que irá fornecer apoio humanitário contínuo em Gaza.

A terceira contribuição de US$ 150 mil foi para o Centro de Estudos de Lesões por Explosão, parte mesmo centro. O objetivo é auxiliar nos esforços de desenvolvimento de próteses que possam auxiliar crianças feridas, particularmente aquelas dos conflitos na Ucrânia e em Gaza.

O Duque de Sussex inaugurou os antigos laboratórios do Centro de Estudos de Lesões por Explosão em 2013.

O próprio príncipe passou 10 anos no Exército britânico, durante os quais serviu duas vezes no Afeganistão, e priorizou a campanha pelos veteranos, fundando os Jogos Invictus para militares feridos em combate.

Ele foi acompanhado nesta quarta-feira (10) pelo chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, para uma visita à CEI (Charity Education International, na sigla em inglês), onde se encontrou com equipes de pesquisa que trabalham em diversos projetos de liderança mundial.

"Estou muito satisfeito com o que ele está fazendo, especialmente pelas crianças de Gaza", disse Ghebreyesus. "Não é o dinheiro, mas também a paixão e o comprometimento que vejo."

Quem o acompanhou foi Dave Henson, que teve as duas pernas amputadas e é embaixador da CEI, que conhece Harry há mais de uma década e foi o primeiro capitão da equipe britânica Invictus em 2014.

"Foi extremamente importante para aumentar a visibilidade do centro", disse Henson, que perdeu as pernas em uma explosão no Afeganistão em 2011, sobre o envolvimento de Harry no apoio às crianças lesionadas.