Procuradora dos EUA sobre cúmplice de Epstein: "Tomara que morra na prisão"

Ghislaine Maxwell cumpre uma pena de 20 anos por conspiração para abusar de menores; Trump deixou em aberto a possibilidade de conceder perdão presidencial

Devan Cole, da CNN
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A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou, nesta quarta-feira (11), que espera que a ex-namorada e cúmplice de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, "morra na prisão".

Maxwell cumpre uma pena de 20 anos por conspiração para abusar de menores. O presidente americano Donald Trump deixou em aberto a possibilidade de conceder o perdão presidencial à ex-parceira do criminoso sexual condenado.

A declaração de Bondi ocorreu enquanto ela respondia a perguntas de uma parlamentar democrata sobre a abordagem do governo Trump em relação a Maxwell, que foi transferida no ano passado de uma prisão na Flórida para um presídio de segurança mínima no Texas.

A movimentação aconteceu após ela ser entrevistada por dois dias por um dos funcionários de Bondi.

A procuradora-geral insistiu que a nova instalação de Maxwell é equivalente à anterior e alegou não ter tido qualquer envolvimento na decisão de transferi-la entre as duas, uma medida com a qual ela disse discordar.

Mais recentemente, Maxwell afirmou através de seu advogado que, se Trump lhe concedesse clemência, ela limparia seu nome de qualquer irregularidade relacionada a Epstein, o criminoso sexual condenado que morreu em 2019 enquanto aguardava um julgamento por acusações de abuso sexual infantil.

“Donald Trump deveria conceder o perdão ou comutar a pena dela?”, perguntou a deputada democrata Deborah Ross a Bondi. “Você disse que espera que ela morra lá, então espero que a resposta seja ‘não’”, acrescentou.

“Eu já respondi a essa pergunta”, respondeu Bondi.

Trump não descartou a possibilidade de oferecer a Maxwell um perdão ou comutação de pena.

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