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    Promoção da desinformação russa pela China indica onde está sua lealdade

    Para mídia estatal chinesa, Rússia seria vítima dos Estados Unidos que usam Ucrânia como laboratório

    Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, durante encontro em Moscou
    Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, durante encontro em Moscou 05/06/2019 REUTERS/Evgenia Novozhenina

    Simone McCarthyda CNN

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    Em declarações públicas e em cúpulas internacionais, as autoridades chinesas tentaram estabelecer uma posição aparentemente neutra sobre a guerra na Ucrânia, sem condenar as ações russas nem descartar a possibilidade de Pequim atuar como mediadora em um esforço pela paz.

    Mas, embora suas mensagens internacionais tenham criado muitas dúvidas sobre as verdadeiras intenções de Pequim, grande parte de sua cobertura da mídia doméstica sobre a invasão da Rússia conta uma história totalmente diferente.

    Lá, uma realidade alternativa está se desenrolando para os 1,4 bilhão de habitantes da China, em que a invasão nada mais é do que uma “operação militar especial”, de acordo com a emissora nacional CCTV; os Estados Unidos estaria financiando um programa de armas biológicas na Ucrânia, e o presidente russo, Vladimir Putin, seria uma vítima que defende uma Rússia sitiada.

    Para contar essa história, os principais meios de comunicação estatais – que dominam o espaço da mídia altamente censurado da China – têm ecoado amplamente as histórias da mídia estatal russa ou informações de autoridades russas.

    A CNN analisou quase 5 mil postagens das redes sociais de 14 meios de comunicação estatais chineses durante os primeiros oito dias da invasão russa postados na plataforma chinesa correspondente ao Twitter, o Weibo.

    A análise descobriu que das mais de 300 postagens mais compartilhadas sobre os eventos na Ucrânia – que foram compartilhadas mais de 1 mil vezes – quase metade, cerca de 140, eram o que a CNN classificou como distintamente pró-Rússia, muitas vezes contendo informações atribuídas a um funcionário russo ou oriundas diretamente da mídia estatal russa.

    A análise, que se concentrou nas histórias que foram mais reproduzidas nas redes sociais, pode não ser representativa de todas as postagens compartilhadas pelos meios de comunicação estatais no Weibo.

    Mas, fornece um recorte das principais informações produzidas pela mídia estatal que são visíveis para mais de meio bilhão de usuários mensais na plataforma popular.

    Não está claro até que ponto essas postagens podem ser explicitamente o resultado de uma campanha de propaganda política coordenada entre os dois países, mas é consistente com um padrão contínuo em que a mídia russa e chinesa amplificaram e reforçaram seus pontos de discussão frequentemente intercambiáveis sobre questões como o tratamento dos dissidentes russos, os protestos pró-democracia de Hong Kong, as origens da pandemia de Covid-19 ou o suposto papel americano no fomento de “revoluções coloridas” contra regimes autoritários.

    Esse reforço mútuo também se espalhou para as extensas operações de propaganda política no exterior e em língua inglesa, que ambos os países construíram para promover seus pontos de vista globalmente – uma rota que se tornou mais importante após os meios de comunicação estatais da Rússia serem banidos na TV e online em partes do Ocidente.

    No ambiente da mídia, controlada pelo governo da China, todo o conteúdo afiliado ao estado é examinado e emitido de acordo com as diretrizes do governo. O fato de a China ter escolhido seguir os passos da Rússia ao descaracterizar deliberadamente a guerra, só serve para sublinhar a proximidade de Pequim com Moscou – e quase zomba da autoproclamada imparcialidade da China em se colocar à disposição para conversar a Rússia e acabar com a violência.

    Presidente da China, Xi Jinping, em Pequim / 04/03/2022 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

    A cartilha

    As garantias russas de que os locais civis não serão alvejados – apesar das extensas evidências mostrarem o contrário, descrições de soldados ucranianos usando táticas “nazistas” e informações erradas sobre o paradeiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, são todas histórias que foram canalizadas de fontes russas para o ecossistema fechado da rede social da China por seus meios de comunicação estatais nos últimos dias. Na plataforma, muitos meios de comunicação ocidentais são bloqueados.

    Essa dinâmica estava em jogo na manhã de segunda-feira (7), quando a emissora estatal chinesa CCTV divulgou um pacote em seu noticiário matinal destacando a afirmação errônea repassada por Moscou de que Washington havia financiado o desenvolvimento de armas biológicas em laboratórios ucranianos.

    Essa insinuação é usada para sustentar a narrativa de que a Ucrânia – caracterizada por Moscou como um estado fantoche americano – ameaça a Rússia, e não o contrário.

    A fonte? O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, que no domingo disse que as forças russas descobriram “evidências” das “medidas precipitadas para ocultar quaisquer vestígios do programa biológico militar financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA”, e documentos referenciados que, segundo ele, detalhavam a destruição de patógenos perigosos nessas instalações por ordem do Ministério da Saúde ucraniano.

    Em um comunicado no Twitter na quarta-feira (9), a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, rebateu “as falsas alegações da Rússia sobre supostos laboratórios de armas biológicas dos EUA e desenvolvimento de armas químicas na Ucrânia” e observou o “ecoar” dessas “teorias da conspiração” por autoridades chinesas.

    “Isso é absurdo. É o tipo de operação de desinformação que vimos repetidamente dos russos ao longo dos anos na Ucrânia e em outros países, que foram desmascarados, e um exemplo dos tipos de pretextos falsos que alertamos que os russos iriam inventar”, disse Psaki, acrescentando que os EUA estão “em total conformidade” com suas obrigações sob a Convenção de Armas Químicas e a Convenção de Armas Biológicas e “não desenvolvem ou possuem tais armas em nenhum lugar”.

    “Agora que a Rússia fez essas falsas alegações, e a China aparentemente endossou essa propaganda, todos nós devemos estar atentos para que a Rússia possivelmente use armas químicas ou biológicas na Ucrânia, ou crie uma operação de desinformação para usar como pretexto. Esse é um padrão claro”, disse Psaki.

    Porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki / 04/03/2022 REUTERS/Evelyn Hockstein

    O assunto também foi levantado em uma audiência no Senado na terça-feira, quando a subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, Victoria Nuland, perguntou se a Ucrânia tinha armas biológicas, disse que o país possui instalações de pesquisa biológica, as quais os EUA estavam preocupados que as forças russas estivessem tentando controlar.

    “Estamos trabalhando com os ucranianos em como eles podem impedir que qualquer um desses materiais de pesquisa caia nas mãos das forças russas, caso eles se aproximem”, disse Nuland.

    Minutos depois que a reportagem da CCTV foi ao ar, uma agência de notícias afiliada divulgou um post online repetindo as alegações do Ministério da Defesa da Rússia e iniciou uma hashtag relacionada no Weibo, que começou a ser tendência. A hashtag foi vista mais de 45 milhões de vezes durante um período de horas naquele dia.

    No dia seguinte, depois que a Rússia reforçou as alegações das armas biológicas com mais declarações, sem evidências, a CCTV lançou um novo segmento de televisão, que foi novamente compartilhado por importantes meios de comunicação estatais no Weibo, ganhando mais força.

    A história então passou para a narrativa das autoridades da China quando um repórter da mídia estatal, em uma coletiva de imprensa regular do Ministério das Relações Exteriores, fez uma pergunta sobre os laboratórios, levando o porta-voz a ler uma longa resposta preparada que repetia a desinformação russa.

    “Mais uma vez pedimos aos EUA que esclareçam completamente suas atividades de militarização biológica dentro e fora de suas fronteiras e aceitem a verificação multilateral”, disse o porta-voz Zhao Lijian.

    Em poucas horas, pelo menos 17 meios de comunicação estatais, incluindo a CCTV, Xinhua e o People’s Daily, postaram a resposta de Zhao no Weibo, onde o tópico acumulou mais de 210 milhões de visualizações. Uma hashtag relacionada tornou-se o principal tópico no Weibo na tarde seguinte.

    O padrão é apenas um exemplo de uma cartilha que permite à China cobrir a guerra através das lentes da retórica e desinformação russas. Outros exemplos incluem histórias, como repetidas alegações falsas de que Zelensky fugiu da capital ucraniana, Kiev – usando como fonte um único legislador russo, que foram captadas e amplificadas por meios de comunicação estatais chineses e russos em suas plataformas domésticas e internacionais.

    Uma análise da CNN procurou entender o papel que essas histórias desempenham no ecossistema da mídia rigidamente controlado da China, primeiro vasculhando quase 5 mil postagens de rede social das contas do Weibo de 14 dos meios de comunicação estatais mais influentes da China, concentrando-se nos primeiros oito dias da invasão e nas notícias sobre os acontecimentos na Ucrânia.

    Em seguida, a CNN analisou quais dessas postagens foram as mais engajadas, identificando pelo menos 300 postagens compartilhadas no Weibo mais de 1 mil vezes. Dessas, uma análise descobriu que quase metade mostrou a Rússia de forma positiva – uma categoria que a CNN definiu como notícias provenientes exclusivamente de autoridades russas ou da mídia russa, conteúdo que descreve a Ucrânia de forma negativa, desinformação sobre Zelensky ou cobertura pró-Putin.

    Rede social chinesa Weibo / Shutterstock

    Enquanto cerca de 140 postagens mostravam a Rússia de forma positiva, a análise identificou menos de 15 postagens que retratavam a Ucrânia positivamente.

    Uma olhada em outras caracterizações mostrou que apenas cerca de 90 dessas postagens eram neutras – por exemplo, relatórios puramente factuais de fontes confiáveis, notícias sobre ajuda humanitária ou atualizações sobre a evacuação de cidadãos chineses da Ucrânia.

    Pouco mais de um terço foi o que a CNN classificou como anti-Ocidente ou anti-EUA, como por exemplo: histórias que exibiam visões de que a Rússia foi forçada a agir na Ucrânia devido a expansão da Otan, ou criticando a cobertura da mídia ocidental sobre a crise.

    Repórteres da CNN classificaram alguns posts em mais de uma categoria. Uma olhada na distribuição mostra que as postagens que retratavam a Rússia de forma positiva eram mais frequentes do que qualquer outra categoria.

    Como a CNN estudou apenas postagens com alto engajamento, as descobertas podem não ser um representativo de todas as postagens produzidas pela mídia estatal.

    O Ministério das Relações Exteriores da China ainda não respondeu ao pedido de comentários feito pela CNN sobre essas descobertas.

    O pano de fundo

    As descobertas contrastam com a aparente linha intermediária que a China tentou trilhar em sua diplomacia internacional.

    Embora Pequim tenha permanecido a parte da resposta ocidental à invasão da Rússia, com seus diplomatas se recusando a condenar a invasão, ou mesmo chamá-la de invasão, e condenando as sanções ocidentais, também repetiu com frequência que “as preocupações legítimas de segurança de todos os países” devem ser abordadas.

    Em uma cúpula virtual com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, na terça-feira, o líder chinês Xi Jinping pediu negociações para trazer “resultados pacíficos” e enfatizou as promessas da China de contribuir com ajuda humanitária à Ucrânia.

    “Há uma diferença entre a maneira como a China fala com o público internacional e a maneira como fala com o público doméstico […] para o público doméstico, é importante preservar essa parceria com a Rússia, porque essa é uma prioridade política para Xi”, disse Alexander Gabuev, membro sênior e presidente do Programa Rússia no Ásia-Pacífico no Carnegie Moscow Center.

    Ele aponta para o relacionamento cada vez mais próximo entre China e Rússia nos últimos anos, uma parceria estratégica fortalecida, em parte, pelo atrito compartilhado contra o Ocidente.

    “Então (os líderes da China) precisam moldar as percepções do público sobre isso e explicar por que lidar com a Rússia é moralmente justificado ou é a coisa certa a se fazer – e (a cobertura da mídia da China) serve a esse propósito”, disse ele.

    Um vislumbre de como a China pode tentar controlar sua cobertura de imprensa foi dado nos dias anteriores à invasão, quando uma diretriz interna que aparentemente foi compartilhada acidentalmente nas redes sociais mostrou que a mídia estatal chinesa Beijing News ordenou que seus funcionários não publicassem reportagens que fossem “negativo sobre a Rússia ou pró-Ocidente”. O Beijing News não respondeu aos pedidos de comentários.

    Maria Repnikova, diretora do Centro de Estudos de Informação Global da Universidade Estadual da Geórgia, disse que a cobertura tendenciosa russa está alinhada com o precedente histórico: “Histórias que criticam a Rússia ou retratam a Rússia de maneira desfavorável geralmente são censuradas”, disse ela.

    “Como resultado disso, é conveniente usar fontes da mídia estatal russa, porque são elas que retratam o conflito (da Ucrânia) com um olhar ou visão mais favorável da perspectiva russa”, disse ela.

    Outro sinal disso são as vozes que foram autorizadas a prosperar nas plataformas de rede social fortemente censuradas da China após a invasão. Lá, vozes nacionalistas pró-Rússia e anti-ocidentais também dominaram, enquanto houve uma supressão de mensagens pró-ucranianas ou anti-guerra nas plataformas e em todo o cenário da mídia.

    Um exemplo gritante veio na sexta-feira (4), quando a CCTV transmitiu um discurso do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Pequim, em que muitas partes do discurso foram abafadas e não foram traduzidas.

    Paralimpíadas Pequim 2022
    Cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos / Getty Images

    O contexto ofensivo? A “mensagem de paz” de Parsons, na qual ele não citou a Rússia ou a Ucrânia, mas disse estar “horrorizado com o que está acontecendo no mundo”.

    As vozes de dentro da China que tentaram se manifestar – incluindo cinco professores de história que escreveram uma carta aberta expressando sua forte oposição à “guerra da Rússia contra a Ucrânia” – viram suas postagens rapidamente excluídas ou contas sociais suspensas.

    “Vimos vozes alternativas e críticas – algumas críticas sutis ou tentativas de apresentar cenas da zona de guerra e falar sobre humanidade e empatia em relação à Ucrânia – (mas) muitas dessas mensagens foram censuradas”, disse Repnikova.

    As plataformas de mídia social na China tomaram medidas contra vozes nacionalistas extremistas nas últimas semanas, com o Sina Weibo “punindo” cerca de 75 contas e filtrando mais de 1.500 postagens, e com a plataforma de streaming de vídeo Douyin removendo mais de 6 mil vídeos ilegais, de acordo com o Global Times. Mas as vozes nacionalistas que dominaram as plataformas de mídia social estão alinhadas com o que Repnikova descreve como “um aumento significativo no nacionalismo digital, (com) os EUA e o Ocidente (como) o principal alvo desse sentimento nacionalista”.

    Quebra do monopólio

    Esse sentimento nacionalista – alimentado por uma profunda desconfiança nos EUA e preocupação com seu papel como a principal potência global – é uma parte crítica daquilo que firmou o relacionamento russo e chinês nos últimos anos.

    Isso também é filtrado nos tipos de cobertura da mídia que cada um compartilhou no exterior, já que a Rússia e a China procuraram aprofundar seus esforços de propaganda política, lançando empresas de notícias amigáveis à mídia social em inglês e outros idiomas, como a CGTN, da China, e a RT (anteriormente, Russia Today).

    Embora os especialistas digam que não está claro se os principais funcionários da mídia dos dois países estão discutindo a cobertura de notícias em um nível operacional e alguma coordenação oficial é de natureza mais simbólica, há um impulso crescente nos últimos anos para alinhamento e compartilhamento de conteúdo.

    Existem vários acordos de compartilhamento de conteúdo entre os meios de comunicação chineses e russos, e a visão compartilhada é clara: esses meios juntos podem “quebrar o monopólio da mídia ocidental”, como colocou um relatório do Global Times apresentado em um fórum de mídia China-Rússia, em 2015.

    Avançar rapidamente para a crise na Ucrânia e o lado positivo dessa colaboração, pelo menos para um parceiro, é claro.

    Na União Europeia, os meios de comunicação RT e Sputnik, apoiados pelo Kremlin, foram oficialmente banidos na última quarta-feira, com empresas como Meta, controladora do Facebook e Instagram, e o YouTube, do Google, intervindo para bloquear seu conteúdo.

    Mas, nos canais da China como CGTN e Global Times, que continuam a operar, esses pontos de discussão russos ainda estão se espalhando.

    Já nesta semana, postagens dessas contas sugeriram que a Ucrânia e os EUA têm tendências pró-nazistas, repetiram a desinformação russa sobre os laboratórios e citaram a Rússia negando que planeja derrubar o governo existente em sua “operação militar especial” na Ucrânia.

    Como a CNN fez essa história: Como a reportagem internacional é uma indústria altamente controlada e regulamentada na China, apenas um número selecionado de organizações de mídia estatal, como Xinhua e CCTV, tem permissão para relatar notícias internacionais. Para esta história, selecionamos 14 contas de mídia chinesas com quase ou mais de 10 milhões de seguidores no Weibo, uma plataforma semelhante ao Twitter que atinge mais de meio bilhão de usuários mensais e é popular na China. Essas contas incluíam grandes veículos como Xinhua, China News Service, CCTV, People’s Daily e Global Times. Coletamos todas as postagens relacionadas à Rússia ou à Ucrânia por meio de uma pesquisa de palavras-chave publicada por essas contas, entre 24 de fevereiro e 3 de março, os primeiros oito dias da invasão da Ucrânia pela Rússia.

    Em seguida, examinamos as postagens que foram compartilhadas mais de 1 mil vezes e avaliamos cada uma delas – mais de 300 – sobre sua preferência política. Repórteres classificaram as postagens como neutras, pró-Rússia, pró-Ucrânia, anti-EUA/Ocidente e pró-China. Às vezes, as postagens eram categorizadas em várias categorias, como pró-Rússia e anti-Ocidente. Analisamos a fonte e a redação das notícias para determinar suas categorias.

    Como a análise se concentrou nas histórias que tiveram mais repercussão na plataforma de mídia social altamente controlada, as descobertas da CNN podem não ser representativas de todas as postagens compartilhadas pelos meios de comunicação estatais no Weibo.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original

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