Protestos no Irã deixaram mais de 5 mil mortos, segundo agência

Levantamento da agência de notícias HRANA inclui 100 menores de 18 anos; outras 11 mil pessoas ficaram gravemente feridas durante as manifestações

Mohammed Tawfeeq, da CNN
Compartilhar matéria

O número de mortos nos protestos antigovernamentais no Irã aumentou em meio a alertas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre represálias contra Teerã pelo assassinato de manifestantes.

Pelo menos 5.858 manifestantes foram mortos no país desde que os manifestações antigovernamentais começaram no final de dezembro, segundo dados atualizados divulgados nesta terça-feira (28) pela agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos.

O grupo afirmou que o número de mortos inclui 100 menores de 18 anos. Outras 11 mil pessoas ficaram gravemente feridas e que mais de 42 mil foram presas desde o início das manifestações, segundo a agência.

As informações foram baseadas em casos que foram identificados e verificados pela HRANA.

Contradição nas informações

O governo iraniano, no entanto, divulgou números oficiais de mortos muito menores, e os bloqueios de internet continuam a limitar a verificação externa.

No início desta semana, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que pelo menos 3.117 pessoas foram mortas durante os protestos, incluindo 2.427 civis e membros das forças de segurança, além de 690 indivíduos classificados como “terroristas”.

O Ministério também listou a destruição generalizada de infraestruturas civis e governamentais.

Na manhã desta quarta-feira (28), Trump recorreu às redes sociais para ameaçar novamente o Irã, instando o país a negociar um acordo nuclear "equitativo" ou enfrentar outro possível ataque militar dos EUA.

O mais recente alerta do presidente americano representa uma continuidade da pressão dos EUA sobre Teerã, tanto em relação à repressão interna quanto às suas ambições nucleares.

Os protestos no Irã, desencadeados por queixas econômicas e inflação, evoluíram para a ameaça mais significativa à sobrevivência da República Islâmica desde a sua fundação em 1979.