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    Publicidade precisa de olhar diverso, diz jurada brasileira de festival de Cannes

    À CNN Rádio, Kelly Castilho afirmou que mercado não pode se utilizar de “narrativa única” em campanhas

    Kelly Castilho é diretora de filmes e fundadora da Confeitaria Filmes
    Kelly Castilho é diretora de filmes e fundadora da Confeitaria Filmes Reprodução/Instagram

    Amanda Garciada CNN

    Nesta semana está em andamento a 70ª edição do Festival de Cannes Lions, tida como a premiação mais importante da área de publicidade e marketing.

    O Brasil tem 26 jurados no evento, entre eles a diretora de filmes e fundadora da Confeitaria Filmes Kelly Castilho.

    À CNN Rádio, no CNN Plural, ela defendeu que “não cabe mais ao mercado ter um olhar sob uma só narrativa, seja ela masculina ou branca, por exemplo.”

    “O mundo precisa de outros olhares, escutar o que cada um tem a contribuir para tornar o setor mais rico e interessante, verdadeiramente diverso”, disse.

    Em 2022, 53% das campanhas publicitárias brasileiras contaram com pessoas negras, um aumento de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

    Este é o maior patamar desde 2018, de acordo com um estudo anual realizado pela Elife, Buzzmonitor e SA365.

    Apesar do aumento da diversidade racial, o levantamento observou que o grupo de pessoas LGBTQIAP+ apareceu em apenas 7% das publicações analisadas.

    Sobre isso, Kelly afirmou a questão está relacionada à concepção dos projetos.

    “É preciso ver quem são os diretores, produtores e executivos por trás dos projetos”, disse.

    Se elas não são diversas, “acabam não trazendo para frente das câmeras, em filmes e campanhas.”

    Da mesma forma, ver “quem é o cliente que acredita que pode colocar a marca dele associada à causa da população negra e da comunidade LGBTQIA+”.

    *Com produção de Isabel Campos