Rainha Elizabeth II conduziu mudanças na igreja anglicana, diz reverendo
Com a morte da rainha Elizabeth II, o rei Charles III passa a governar a igreja no país
O monarca do Reino Unido ocupa também o cargo de chefe supremo da igreja anglicana, que é a religião oficial do Estado da Inglaterra. Com a morte da rainha Elizabeth II no dia 8 de setembro, o rei Charles III passa a governar a igreja no país.
Nesta segunda-feira (19), as solenidades do funeral da rainha, que ocupou o trono ao longo de 70 anos, contaram com a participação de líderes e autoridades de vários países. A cerimônia teve início pela manhã na Abadia de Westminster. Homenagens, cânticos, missa e cortejos fizeram parte da despedida da soberana.
Em entrevista à CNN, o reverendo da Igreja Anglicana de São Paulo Aldo Quintão afirmou que a rainha Elizabeth II conduziu mudanças na igreja ao longo das últimas décadas.
"A rainha tem um papel muito forte para a igreja britânica, que chamamos de 'Church of England', que é a igreja da Inglaterra, a igreja oficial. Pelo mundo, somos igrejas independentes na administração, mas temos laços de afeição e de ternura", afirma Quintão.
O religioso afirma ter sido o primeiro no país a realizar uma união homoafetiva e que isso foi possível devido à atuação de Elizabeth II.
"O que isso tem a ver com uma rainha que ficou 70 anos no poder, que aos 96 anos agora parte para o reino dos céus? Ela foi muito forte. Ela foi muito corajosa. Ela conduziu a Igreja em todas essas mudanças. Quando foi dada a igualdade entre homens e mulheres, na igreja anglicana, a primeira igreja histórica no mundo a ter igualdade entre homens e mulheres. A ter reverenda, bispa e mais adiante a ter a igualdade entre os gêneros", afirma.
O reverendo avalia que a participação de líderes mundiais nas solenidades póstumas da monarca destaca a importância do legado de Elizabeth II.
"Uma mulher, aos 96 anos, ficou firme, foi fiel e permaneceu daquela forma. Ela está recebendo hoje esse respeito em todo o mundo principalmente pela maneira dela. Em momento nenhum você a viu levar a público problemas pessoais, do reino, de família ou de igreja. Uma coisa muito bonita, um trabalho muito bonito que ela deixa de herança para nós, não só anglicanos, mas para todo o mundo", conclui.


