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    Reféns mortos por Israel tentaram usar restos de comida em sinal de ajuda, dizem militares

    Uma das fotos divulgadas por Israel mostra um lençol branco com as palavras “ajuda” e “três reféns” escritas em hebraico

    Os três reféns mortos foram identificados como (da esquerda para direita) Yotam Haim, Alon Shamriz e Samer Talalka.
    Os três reféns mortos foram identificados como (da esquerda para direita) Yotam Haim, Alon Shamriz e Samer Talalka. Reprodução/Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos

    Richard Allen Greeneda CNN

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) compartilharam mais detalhes sobre o incidente da última sexta-feira (15), em que tropas israelenses atiraram e mataram três israelenses na Faixa de Gaza que haviam sido capturados pelo Hamas durante os ataques de 7 de outubro.

    Os três homens tentaram usar restos de comida para criar sinais pedindo ajuda, informaram as FDI em comunicado divulgado na noite de domingo (17), acompanhado de fotos.

    No início do sábado (16), um oficial das FDI afirmou que os homens foram mortos enquanto agitavam uma bandeira branca, em violação das regras de combate dos militares israelenses.

    Após isso, “buscas foram realizadas em um prédio adjacente ao local onde ocorreu o incidente”, segundo as autoridades.

    “Foram localizados sinais pedindo socorro, aparentemente usando restos de comida. Com base em uma investigação de campo, parece que os três reféns estiveram no prédio onde as placas estavam localizadas, por algum período”, adicionaram.

    Uma das fotos mostra um lençol branco com as palavras “ajuda” e “três reféns” escritas em hebraico.

    As Forças de Defesa de Israel disseram que estão analisando o caso e notificaram as famílias dos reféns com as novas descobertas.

    Israel pode precisar ajustar regras de combate, diz Casa Branca

    A Casa Branca ressaltou que Israel pode precisar ajustar suas regras de combate após a morte dos três reféns na última semana.

    “As FDI admitiram que cometeram um erro logo depois. Eles cometeram um erro e não tenho dúvidas de que farão a perícia para saber o que aconteceu e como evitar que aconteça novamente”, destacou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, chamando o incidente de “evento traumático”.

    As Forças de Defesa de Israel, disse Kirby em termos gerais, precisarão avaliar como a situação foi tratada e se exigirão ajustes nas regras de engajamento.

    “Às vezes, um evento como este, um evento tático, exige que você dê uma olhada nas suas regras de engajamento e talvez faça ajustes, às vezes não. Às vezes, a questão não é sobre as regras de combate, às vezes é apenas a forma como são aplicadas ou a interpretação por uma unidade no terreno ou por um soldado individual”, explicou.

    “A análise forense do caso determinará se este é o resultado de uma questão sistêmica, uma questão individual ou um “mal-entendido, erro de cálculo, nevoeiro de guerra”, colocou.

    Ele advertiu que os Estados Unidos deveriam “ter cuidado nesta fase inicial, [em] para apontar o dedo às regras exatas de engajamento”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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