Reforma da ONU não parece que sairá do papel, avalia especialista
À CNN Rádio, Vitelio Brustolin afirmou que mudança no Conselho de Segurança só aconteceria se algo “muito grave” acontecesse
Apesar da defesa do governo do Brasil para uma mudança nas cadeiras permanentes do Conselho de Segurança da ONU, ela não deve sair do papel tão cedo.
Esta é a avaliação do professor da Universidade Federal Fluminense Vitelio Brustolin.
O Brasil assumiu a presidência rotativa do órgão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que países além de China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia ocupem postos fixos na organização.
À CNN Rádio, o especialista destacou que a mudança nesta governança global, se acontecer, “vai levar muito tempo.”
“Não me parece que será realizado, já que os países com direito de veto não vão abrir mão do poder”, explicou.
Vitelio afirmou que para uma mudança dessas acontecer atualmente seria necessário que algo “muito grave” acontecesse, a exemplo do início da Segunda Guerra Mundial, quando foi dissolvida a Liga das Nações.
Mesmo assim, o professor acredita que este continuará sendo um projeto para o Brasil.
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Haiti
O Brasil, na presidência do Conselho de Segurança da ONU, aprovou esta semana uma resolução determinando o envio das forças policiais internacionais ao Haiti por um período de pelo menos um ano.
De acordo com Brustolin, este foi um “raro momento em que países do Conselho de Segurança chegaram a um acordo.”
Mesmo assim, ele acredita que “a força de pacificação não vai resolver os problemas graves socioeconômicos pelos quais o Haiti passa” desde a sua independência, em 1804.
*Com produção de Isabel Campos


