Regiões da China endurecem restrições após novos casos de Covid-19

País registrou 28 casos novos nas últimas 24 horas; cidades chinesas seguem diretrizes nacionais rígidas de tolerância zero para novas infecções

Testes em massa são realizados em todo o país; na foto, cidadãos de Yantai, na província de Shandong, passam pelo procedimento
Testes em massa são realizados em todo o país; na foto, cidadãos de Yantai, na província de Shandong, passam pelo procedimento Barcroft Media via Getty Images

Liangping GaoRoxanne LiuRyan WooStella Qiuda Reuters

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Um novo surto de Covid-19 levou partes da China a aumentarem as restrições à circulação de pessoas. Algumas áreas e regiões do noroeste do país impuseram uma série de limitações ao transporte e a fecharam espaços públicos.

A China, onde o novo coronavírus foi identificado pela primeira vez no final de 2019, relatou 28 casos novos transmitidos domesticamente nesta quinta-feira (21) – o número de casos representa mais do que o dobro dos 13 casos de ontem, revelam os dados das autoridades de saúde nesta sexta-feira (21).

Os números são modestos quando comparados aos de outras partes do mundo, mas as cidades chinesas são rápidas na contenção de surtos graças a diretrizes nacionais rígidas de tolerância zero.

Changping, um distrito de Pequim, proibiu que pessoas de certas áreas de alto risco deixem seus complexos residenciais, suspendeu aulas presenciais em escolas próximas destas áreas e ordenou que estabelecimentos dos arredores parem de funcionar, disse uma autoridade.

Seis casos locais, alguns deles da variante Delta altamente transmissível, foram detectados nesta semana em Pequim, que promete uma grande vigilância antes da Olimpíada de Inverno de 2022 em fevereiro.

Pequim começa a administrar doses de reforço da vacina contra a Covid-19, e dará prioridade a grupos que incluem participantes dos Jogos.

A maioria dos 70 casos locais confirmados relatados desde 16 de outubro foram do noroeste chinês: a província de Gansu, a região autônoma de Ningxia e algumas áreas do noroeste da Mongólia Interior, que em geral são remotas e não têm tantos recursos de saúde quanto as grandes cidades.

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