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    Reino Unido enviará mísseis e drones de longo alcance para contraofensiva ucraniana

    Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, negou o fornecimento de caças à Ucrânia

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, se encontraram nesta segunda-feira (15).
    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, se encontraram nesta segunda-feira (15). Carl Court/Getty Images

    Sachin RavikumarKylie MacLellanda Reuters

    O Reino Unido prometeu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, drones de ataque de longo alcance durante sua visita ao país nesta segunda-feira (15) como parte de uma viagem europeia com o objetivo de obter novas armas para uma contraofensiva sobre a Rússia.

    Zelensky se encontrou com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, na residência de campo do líder em Checkers, onde a dupla também discutiu o pedido da Ucrânia de caças ocidentais.

    O Reino Unido disse que iniciaria o treinamento básico de pilotos ucranianos neste verão “de mãos dadas com os esforços para trabalhar com outros países no fornecimento de jatos F-16”.

    “Queremos criar essa coalizão de jatos e estou muito otimista com isso. Vejo que em breve vocês vão ouvir algumas, eu acho, decisões muito importantes, mas temos que trabalhar um pouco mais nisso”, disse Zelensky, que chegou de visitas a Roma, Berlim e Paris.

    Sunak disse que o Reino Unido fornecerá à Ucrânia centenas de mísseis de defesa aérea e outros sistemas aéreos não tripulados, incluindo novos drones de ataque com alcance de mais de 200 km, a serem entregues “nos próximos meses”.

    O porta-voz de Sunak também disse que o Reino Unido não tem planos de enviar caças à Ucrânia.

    “Os ucranianos tomaram a decisão de treinar seus pilotos em F-16 e você saberá que a Força Aérea Real não os usa”, disse ele.

    O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia tem uma visão “extremamente negativa” da decisão do Reino Unido de fornecer mais equipamento militar à Ucrânia, mas não acredita que a ajuda de Londres mudará o curso do conflito.

    “O conflito está em um momento crucial”, disse Sunak. “O Reino Unido permanecerá firme em apoiar a Ucrânia e seu povo para se defender. É importante que o Kremlin também saiba que não vamos embora. Estamos aqui para o longo prazo.”

    “Mais tempo”

    Após manter suas tropas na defensiva por seis meses, a Ucrânia planeja iniciar grandes ataques para recuperar território usando armas recém-adquiridas do Ocidente.

    O país alcançou seus maiores ganhos desde novembro passado em combates na cidade de Bakhmut na semana passada.

    Zelensky ganhou promessas adicionais de tanques, veículos blindados e outras armas nos últimos dias da Alemanha e da França.

    Questionado se a contraofensiva poderia começar sem o fornecimento de armas mais avançadas, Zelensky disse: “Realmente precisamos de mais tempo, não muito. Estaremos prontos em algum momento. Não posso compartilhar com você.”

    O Reino Unido tem sido frequentemente o primeiro país a oferecer novas capacidades à Ucrânia, muitas vezes seguidas por ofertas semelhantes de outros aliados. Foi o primeiro a oferecer tanques de guerra em janeiro.

    Na semana passada, Londres anunciou que estava enviando à Ucrânia seus mísseis de cruzeiro Storm Shadow, com um alcance muito maior do que as armas ocidentais enviadas anteriormente, quebrando um tabu contra as armas que podem atacar bem atrás das linhas russas.

    Depois dos Estados Unidos, o Reino Unido tem sido um dos maiores fornecedores de ajuda militar à Ucrânia, contribuindo com 2,3 bilhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão) em apoio no ano passado e prometendo uma quantia semelhante para 2023.

    Oleksandr Musiyenko, um analista militar baseado em Kiev, disse que a mais recente ajuda ocidental foi “bastante significativa”.

    “Também é muito importante que projéteis e munições sejam fornecidos à Ucrânia regularmente, já que uma contraofensiva é um processo que gasta muita munição”, disse Musiyenko. “É vital que não pare. O próximo passo são as aeronaves.”

    O presidente ucraniano também emitiu nesta segunda-feira um novo apelo para a adesão à Otan, pedindo uma decisão política na cúpula da aliança ocidental em julho em Vilnius.

    “É hora de remover a maior incerteza de segurança na Europa – ou seja, aprovar uma decisão política positiva sobre a adesão (ucraniana) à Otan”, disse ele em um discurso na Cúpula da Democracia em Copenhague.

    “Isso já vale a pena ser feito na cúpula de julho. Este será um sinal oportuno.”