Reino Unido supera marca de 15 milhões de vacinados contra Covid-19

Governo espera vacinar mais 17 milhões de pessoas até o fim de abril, quando deputados do Partido Conservador querem que lockdown seja totalmente suspenso

Membros da comunidade local são vacinados contra Covid-19 na Mesquita do Leste de Londres
Membros da comunidade local são vacinados contra Covid-19 na Mesquita do Leste de Londres Foto: Lin Taylor - 6.fev.2021/Reuters

Reuters

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, destacou neste domingo (14) o “marco significativo” atingido pelo Reino Unido depois de o país superar a marca de mais de 15 milhões de doses da vacina contra Covid-19 aplicadas – equivalente a pouco mais de 22,3% da população de 67 milhões de pessoas.

O programa de vacinação é visto como um dos poucos sucessos na forma como o governo conduziu a pandemia – e que deixou o Reino Unido com um número maior de mortos e com um dano econômico pior do que seus vizinhos

Depois de se tornar o primeiro no mundo a aprovar uma vacina contra o novo coronavírus, o governo britânico definiu uma meta ambiciosa: vacinar 15 milhões de residentes e funcionários de lares de idosos, profissionais de saúde e assistência médica, e todos aqueles com 70 anos ou mais e os clinicamente extremamente vulneráveis até 15 de fevereiro.

Johnson disse que todos esses grupos foram imunizados na Inglaterra, mas não falou sobre Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte, e não disse se a meta geral foi atingida. 

“Hoje alcançamos um marco significativo”, disse ele. “Ninguém está descansando sobre os louros… Ainda temos um longo caminho pela frente e, sem dúvida, haverá obstáculos no caminho, mas depois de tudo que conquistamos, sei que podemos seguir em frente com grande confiança”, ressaltou o premiê.

O político conservador afirmou que dará mais detalhes do progresso da vacinação no Reino Unido na segunda-feira (15).

Apelo contra restrições

O sucesso do programa de vacinas levou a apelos daqueles que se opõem aos bloqueios prolongados para que o país comece a flexibilizar as restrições que ordenam aos cidadãos que fiquem em casa, fechem lojas não essenciais e escolas.

Mas o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que ainda é muito cedo para discutir quando as restrições poderão ser suspensas.

“Compartilhamos toda a ambição e o desejo de sair desse lockdown, queremos fazê-lo com responsabilidade e segurança e, portanto, deve ser baseado em evidências”, disse ele à Rádio Times.

Raab respondia a uma carta de 63 legisladores do Partido Conservador, que exigem que todas as medidas de lockdown sejam suspensas até o final de abril.

Essa é a próxima data prevista do governo para vacinar todos dentro do público-alvo das vacinas – estimados em 32 milhões de pessoas – que até agora foram responsáveis ??por 99% de todas as mortes.

“Uma vez que todos os nove grupos prioritários tenham sido protegidos até o final de abril, não há justificativa para que quaisquer restrições legislativas permaneçam”, diz a  carta organizada pelo Grupo de Recuperação da Covid-19.

Johnson definirá em 22 de fevereiro os planos do governo para encerrar o lockdown. Ele disse que deseja que as escolas reabram em 8 de março.

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