Repórter da CNN conta como lidou com as restrições do Irã

Fred Pleitgen, correspondente da CNN Internacional no Oriente Médio, detalha como a equipe trabalhou sob supervisão do governo iraniano e os riscos de segurança enfrentados

Da CNN Brasil
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A CNN Internacional enfrentou desafios significativos durante sua cobertura jornalística no Irã, onde a equipe precisou trabalhar sob rigorosa supervisão governamental. Fred Pleitgen, correspondente da CNN no Oriente Médio, revelou que as restrições impostas pelo governo iraniano foram mais severas que em ocasiões anteriores.

De acordo com Pleitgen, em entrevista à editora de internacional da CNN Brasil, Derla Cardoso, a principal diferença nesta cobertura foi a necessidade de informar constantemente às autoridades sobre a localização da equipe.

"Normalmente, se você vai a um mercado, se você vai à rua para filmar, você pode simplesmente fazer isso no Irã. Desta vez, diseram que tínhamos que pedir permissão ao governo ou ao Ministério da Cultura antes de fazer isso", explicou o correspondente.

Pleitgen destacou que, embora precisassem solicitar permissão ao Ministério da Cultura iraniano para cada local que desejavam visitar, eram eles que iniciavam os pedidos e decidiam onde e o que queriam filmar. "E foi assim que mantivemos o controle editorial. Nós fazíamos as perguntas. Dizíamos onde queríamos ir. E então eles diziam se era possível ou não", afirmou.

A questão da segurança também foi um fator determinante para a equipe durante a cobertura. Com bombardeios intensos ocorrendo frequentemente, havia o risco real de a equipe da CNN se tornar vítima de ataques, sejam eles provenientes dos Estados Unidos, de Israel ou mesmo de autoridades iranianas que não estivessem cientes da presença dos jornalistas.

Pleitgen mencionou a preocupação em não permanecer por longos períodos em delegacias ou bases militares, considerados alvos potenciais: "Uma coisa que era muito importante para nós, dada a situação de segurança extremamente rígida em Teerã, era ficar presos em postos de controles ou com autoridades por muito tempo, porque sabíamos que delegacias ou bases militares eram alvos".

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