Resposta sobre supostos crimes de guerra da Rússia não será rápida, diz professor

À CNN Rádio, Lucas Carlos Lima avalia que há “fortes indícios” de crimes de guerra cometidos na Ucrânia

Homem caminha em meio aos escombros de um prédio habitacional em Bucha, na Ucrânia
Homem caminha em meio aos escombros de um prédio habitacional em Bucha, na Ucrânia Alexey Furman/Getty Images

Bruna SalesAmanda Garciada CNN

Em São Paulo

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Em meio a denúncias de civis mortos pelas tropas russas em cidades ucranianas como Bucha, o professor de direito internacional da UFMG Lucas Carlos Lima avalia que “a resposta não será rápida” sobre os crimes de guerra que a Rússia pode ter cometido.

“Precisa de julgamento, recolhimento de provas, direito de defesa, todos os passos de um processo, para que seja um julgamento legítimo, sem contestação”, explicou, em entrevista à CNN Rádio.

Mesmo assim, o especialista acredita que “há indícios fortes de crimes de guerra” cometidos na Ucrânia: “Achávamos que a situação de Mariupol era o máximo de horrores que veríamos, mas com a retirada das tropas russas de Irpin e Bucha, há, não se pode falar com certeza, mas a possibilidade de crimes contra a humanidade.”

Lucas Carlos destacou que cada tipo de crime é investigado de forma independente: “Há crimes de guerra ou contra a humanidade, que são quando civis se tornam alvo, tudo isso vai ser tecnicamente discutido nos tribunais internacionais competentes.”

Embora lembre que o direito de guerra prevê que possa haver danos colaterais a civis, o professor destacou que é necessário haver proporcionalidade.

“Ao atacar certo alvo, não pode causar um sofrimento desproporcional, danos excessivos, ataques a usinas nucleares, por exemplo, seriam desproporcionais porque gerariam sofrimento além do objetivo militar.”

 

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