Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Reunião no Egito é “esforço relevante”, mas há baixa expectativa de solução para a guerra, dizem fontes

    Convocação da cúpula também ocorre em meio à pressão sofrida pelo Egito para que faça a abertura da passagem de Rafah, permitindo a saída de estrangeiros da Faixa de Gaza

    Passagem de fronteira de Rafah vista pelo lado do Egito
    Passagem de fronteira de Rafah vista pelo lado do Egito 16/10/2023REUTERS/Stringer

    Jussara Soares

    A convite do Egito, o Brasil confirmou presença na cúpula internacional que discutirá o conflito entre Israel e o grupo islâmico radical Hamas no próximo sábado (21) no Cairo, capital egípcia.

    Fontes diplomáticas destacam que o evento é um “esforço relevante” do governo egípcio. Porém, admitem que as expectativas de que uma solução saia dessa reunião não são altas diante da complexidade do conflito.

    Vídeo: ONU quer realizar própria investigação sobre hospital

    O evento foi convocado em meio à escalada do conflito. O esforço é na tentativa de evitar que o combate se espalhe pelo Oriente Médio. Além do Brasil e Egito, também devem participar Iraque, Turquia e Catar.

    A convocação da cúpula também ocorre em meio à pressão sofrida pelo Egito para que faça a abertura da passagem de Rafah, permitindo a saída de estrangeiros da Faixa de Gaza pelo seu território e a criação de corredores humanitários.

    Há um temor das autoridades egípcias da perda de controle na fronteira, o que poderia dar brecha para ingresso de terroristas e também aumentar o número de refugiados no país.

    O convite do Egito foi feito diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, como ele se recupera de uma cirurgia, enviará um representante. A comitiva que irá ao Cairo ainda não está definida. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que não poderá comparecer. Em entrevista no Senado, ele informou que um representante do Brasil será enviado.

    O Egito é um ator regional importante com capacidade de dialogar com todo mundo, países árabes, Israel, outros países da região e com os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    De acordo com integrantes do governo Lula, o Brasil, ao participar de reuniões como essa do Cairo, estaria reafirmando suas credenciais de país relevante no mundo e sua tradição de uma “diplomacia equilibrada e ativa, capaz também de dialogar com todas as partes”.