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    Rússia aceitaria uma recusa formal da Ucrânia em ingressar na Otan, diz porta-voz

    Embaixador ucraniano no Reino Unido sugeriu que Ucrânia poderia rejeitar entrar no bloco ocidental caso movimento evitasse uma guerra

    Militares russos durante exercício na região de Rostov
    Militares russos durante exercício na região de Rostov 10/12/2021REUTERS/Sergey Pivovarov

    Uliana PavlovaNathan HodgeVasco CotovioKatharina Krebsda CNN

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    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que se a Ucrânia recusar “a ideia de ingressar na Otan”, isso “contribuiria significativamente para a formulação de uma resposta mais significativa às preocupações russas”, declarou em resposta às declarações feitas pelo embaixador da Ucrânia em Londres no fim de semana.

    Vadym Prystaiko, o embaixador ucraniano no Reino Unido, sugeriu que o país pode reconsiderar suas ambições de ingressar na Otan em um esforço para evitar a guerra.

    Prystaiko esclareceu seus comentários na segunda-feira (14), dizendo que seu país está “pronto para muitas concessões”, mas acrescentou que essas concessões “não têm nada a ver com a Otan, que está consagrada na constituição [ucraniana]”.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, esclareceu ainda mais a posição de seu país nesta segunda-feira (14), dizendo: “Gostaria de repetir que essas palavras [de Prystaiko] são ruins. A perspectiva da adesão da Ucrânia à Otan está consagrada na Constituição e não há decisões podem ser tomadas ao contrário.”

    Solicitado a responder às observações de Prystaiko, Peskov disse: “Você [o repórter] também chamou a atenção para o fato de que Kiev foi solicitada a esclarecer o embaixador. Isso dificilmente pode ser percebido como um fato consumado – uma mudança na mudança conceitual da política externa de Kiev”.

    Questionado se tal passo hipotético satisfaria o Kremlin, Peskov disse: “Sem dúvida. Algo fixo, confirmando a recusa da Ucrânia à ideia de aderir à Otan. Este é certamente um passo que contribuiria significativamente para a formulação de uma resposta mais significativa às preocupações russas”.

    A Rússia argumenta que o apoio da Otan à Ucrânia – incluindo o aumento do fornecimento de armas e treinamento militar – constitui uma ameaça crescente no flanco ocidental da Rússia.

    Diplomacia em curso

    Peskov também disse a jornalistas que o presidente russo, Vladimir Putin, se reunirá com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e com o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, na segunda-feira.

    Isso ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falar com Putin por cerca de uma hora no sábado, mas pouco fez para mudar a posição de Moscou sobre a Ucrânia.

    Um alto funcionário do governo disse a repórteres após a ligação que a discussão era substantiva, mas os EUA temem que a Rússia ainda possa lançar um ataque militar de qualquer maneira.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou na sexta-feira os países ocidentais e a imprensa de espalhar uma “campanha de desinformação em larga escala” sobre uma invasão russa supostamente iminente da Ucrânia “para desviar a atenção de suas próprias ações agressivas”.

    O chanceler alemão Olaf Scholz está em uma nova tentativa de resolver as tensões entre a Rússia e a Ucrânia por meio da diplomacia. Ele está reunido com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no Palácio Mariinsky, em Kiev.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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