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    Rússia convoca embaixadora dos EUA após suposto ataque ucraniano na Crimeia

    Kremlin alerta que ofensiva terá resposta, mas não especificou qual

    Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia é visto atrás de um outdoor publicitário mostrando a letra "Z" - uma insígnia tática das tropas russas na Ucrânia
    Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia é visto atrás de um outdoor publicitário mostrando a letra "Z" - uma insígnia tática das tropas russas na Ucrânia Alexander Nemenov/AFP/Getty Images

    Da Reuters

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou a embaixadora dos Estados Unidos no país, Lynne Tracy, nesta segunda-feira (24) para dizer a ela que Moscou culpa o tanto os EUA quanto a Ucrânia por um ataque mortal com mísseis na cidade de Sebastopol, na Crimeia.

    Ela enfrentou acusações de que os EUA estão “travando uma guerra híbrida contra a Rússia e, na verdade, se tornou parte do conflito”.

    “Tais ações de Washington não ficarão sem resposta. Definitivamente haverá medidas de resposta”, alertou o ministério russo em uma declaração.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres sobre o ataque que “deveriam perguntar aos meus colegas na Europa, e acima de tudo em Washington, os secretários de imprensa, por que seus governos estão matando crianças russas. Basta fazer esta pergunta a eles”.

    Ao menos duas crianças foram mortas no ataque a Sebastopol no domingo (23), de acordo com autoridades russas.

    A Rússia disse que os Estados Unidos forneceram as armas usadas na ofensiva e que especialistas militares americanos forneceram dados para o ataque.

    Nem a Ucrânia, nem os Estados Unidos comentaram o caso.

    Rússia promete resposta

    Questionado sobre qual seria a resposta russa ao ataque na Crimeia, Dmitry Peskov relembrou uma fala do presidente Vladimir Putin, em 6 de junho, sobre o fornecimento de armas convencionais para regiões próximas aos Estados Unidos e seus aliados.

    “É claro que o envolvimento dos Estados Unidos na luta, como resultado da qual russos pacíficos estão morrendo, não pode deixar de ter consequências”, comentou Peskov.

    “Quais [respostas serão tomadas ] exatamente — o tempo dirá”, concluiu.