Rússia diz que enviou soldados ucranianos de Mariupol para centro de detenção

Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russo disse que 959 militares da Ucrânia já se renderam na siderúrgica

Ônibus com militares ucranianos que se renderam na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol
Ônibus com militares ucranianos que se renderam na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol 17/05/2022REUTERS/Alexander Ermochenko

Teele Rebaneda CNN

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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que mais de 900 soldados ucranianos que se renderam na siderúrgica Azovstal em Mariupol desde 16 de maio foram enviados para um centro de prisão preventiva.

A porta-voz do Ministério, Maria Zakharova, disse na quarta-feira (18) que um total de 959 soldados ucranianos, incluindo 51 com ferimentos graves, se renderam ao longo de dois dias.

Zakharova reafirmou que os feridos estão recebendo tratamento no hospital de Novoazovsk, na autodeclarada República Popular de Donetsk, enquanto os outros foram enviados para um centro de detenção preventiva em Olenivka, uma cidade perto da linha de frente de combate.

A CNN não conseguiu confirmar o relato russo.

O lado ucraniano não providenciou atualização sobre o número de pessoas que deixaram Azovstal nem sobre o status das negociações para a troca de prisioneiros russos.

A Anistia Internacional disse que os soldados ucranianos que se renderam na siderúrgica não devem ser maltratados e devem ter acesso imediato à Cruz Vermelha Internacional.

“As autoridades relevantes devem respeitar plenamente os direitos dos prisioneiros de guerra de acordo com as convenções de Genebra”, disse Denis Krivosheev, vice-diretor da Anistia para a Europa Oriental e Ásia Central.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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