"Rússia está cometendo terrorismo de Estado", diz Zelensky sobre míssil em Kharkiv
Em mensagem gravada, presidente ucraniano disse que a capital Kiev e Kharkiv são os alvos mais importantes para a Rússia neste momento
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que a proteção da capital do país, Kiev, é a “prioridade chave” para o Estado.
“Kharkiv e Kiev são atualmente os alvos mais importantes para a Rússia. O terror é feito para nos quebrar. Para quebrar nossa resistência. Eles estão indo para nossa capital, assim como para Kharkiv”, disse ele em uma mensagem publicada no Facebook nesta terça-feira (1º).
“Portanto, a defesa da capital, hoje, é a principal prioridade para o Estado”, acrescentou Zelensky
O presidente ucraniano completou dizendo que "Kiev é especial".
"Se protegermos Kiev, protegeremos o Estado. Este é o coração do nosso país. E deve continuar batendo. E continuará batendo, para que a vida triunfe", declarou.
Em sua mensagem aos ucranianos, Zelensky também descreveu o ataque de terça-feira na praça central de Kharkiv como um ato de terrorismo.
“Isso é terror contra a cidade, é terror contra Kharkiv, terror contra a Ucrânia. Não havia alvo militar na praça", disse Zelensky.
"O foguete na praça central é um terror absoluto e indisfarçado. Ninguém vai perdoar. Ninguém vai esquecer. Este ataque a Kharkiv é um crime de guerra."
“Pedimos a todos os países do mundo que respondam imediata e efetivamente a essa tática criminosa do agressor e declarem que a Rússia está cometendo terrorismo de Estado. Exigimos total responsabilidade pelos terroristas nos tribunais internacionais”, disse Zelensky.
"Possibilidade de guerra escalonar cresce mais a cada dia"
Em entrevista à CNN, o especialista em geopolítica e segurança internacional Gustavo Blum disse que a fala de Zelensky deixa claro que "para além da guerra de narrativas que envolvem esses conflitos, há uma mobilização de apontar que o 'outro lado' está cometendo crimes de guerra".
"A possibilidade dessa guerra se tornar uma 'guerra mais total' cresce mais a cada dia", pontuou, relembrando que a Ucrânia instruiu a população a produzir coquetéis molotov em casa.
"À medida que você vai dando armamentos para civis, você aumenta a possibilidade de que esse conflito vire um morticínio que atinge cada vez mais pessoas", completou.


