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    Rússia invade área perto de Chernobyl; ucranianos lutam para impedir captura da usina

    "Nossos defensores estão sacrificando suas vidas para que a tragédia de 1986 não se repita”, tuitou o presidente Volodymyr Zelensky

    Matthias WilliamsNatalia Zinetsda ReutersGul Tuysuzda CNN

    em Kiev

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    Tropas russas que invadiram a Ucrânia vindas de Belarus entraram em uma área perto da antiga usina nuclear de Chernobyl, nesta quinta-feira (24).

    A informação foi dada por um assessor do ministro do Interior da Ucrânia, enquanto os combates continuam em todo o país desde que a Rússia iniciou o ataque durante a madrugada.

    O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que forças ucranianas estão lutando para impedir que tropas russas capturem a antiga usina nuclear.

    “As forças de ocupação russas estão tentando tomar Chernobyl [Central Nuclear]. Nossos defensores estão sacrificando suas vidas para que a tragédia de 1986 não se repita”, tuitou Zelensky.

    “Esta é uma declaração de guerra contra toda a Europa”, acrescentou.

    O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia ecoou o aviso de Zelensky, tuitando que um ataque russo à Ucrânia poderia “causar outro desastre ecológico”.

    “Em 1986, o mundo viu o maior desastre tecnológico em Chernobyl”, tuitou o ministério. “Se a Rússia continuar a guerra, Chernobyl pode acontecer novamente em 2022.”

    Em outros lugares, partes da região de Kherson, no sul da Ucrânia, não estavam mais sob o controle de Kiev, disse a administração regional, enquanto as forças russas atacavam por terra, mar e ar.

    O prefeito da capital, Kiev, disse que quatro estações de metrô serão usadas como abrigos antiaéreos.

    Já a liderança ucraniana local na região separatista de Donetsk disse que as forças russas atingiram um hospital local, matando quatro pessoas.

    Entenda o ataque

    Após semanas de tensão, a Rússia atacou a Ucrânia nas primeiras horas da madrugada desta quinta. Uma operação militar nas regiões separatistas do leste ucraniano, explosões e sirenes foram ouvidas em várias cidades do país.

    Autoridades da Ucrânia informaram que dezenas de pessoas morreram e seis aviões russos teriam sido destruídos. Na manhã desta quinta, longas filas se formaram nas principais avenidas de Kiev com moradores tentando deixar a região. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convocou a população para defender o país e disse que “cidadãos podem utilizar armas para defender território”.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

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