Rússia prende mais de 2.600 pessoas que protestavam contra guerra na Ucrânia

Protestos estão em andamento em pelo menos 27 cidades russas

Manifestante contra a invasão da Ucrânia é levado pela polícia em Moscou, em 24 de fevereiro
Manifestante contra a invasão da Ucrânia é levado pela polícia em Moscou, em 24 de fevereiro Daniil Danchenko/NurPhoto/Getty Images

Anna Chernovada CNN

Em Moscou

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Um total de 2.692 pessoas foram detidas em protestos contra a guerra na Ucrânia desde quinta-feira (24), informa neste sábado (26) o site independente de monitoramento de protestos OVD-Info.

Pelo menos 1.370 foram detidos em protestos em Moscou, capital russa, segundo o monitoramento. As manifestações estão em andamento em pelo menos 27 cidades, de acordo com o OVD-Info.

Na quinta-feira, o Comitê de Investigação da Rússia alertou que a participação em qualquer protesto anti-guerra era ilegal. Ele também disse que ofensas poderiam ser registradas nos registros criminais dos participantes, o que “deixaria uma marca no futuro da pessoa”.

Tropas da Rússia avançam na Ucrânia

O Ministério da Defesa russo afirmou que suas tropas receberam ordens para retomar ofensiva “em todas as direções”, depois que uma suspensão foi ordenada para as negociações com o governo ucraniano. Acompanhe a cobertura especial da CNN.

“[Na sexta-feira], depois que o regime de Kiev declarou sua prontidão para negociações, as hostilidades ativas nas principais direções da operação foram suspensas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, major-general Igor Konashenkov, em um comunicado neste sábado (26).

“Depois que o lado ucraniano abandonou o processo de negociação, hoje todas as unidades receberam ordens para continuar sua ofensiva em todas as direções, de acordo com o plano de operação”.

Um conselheiro presidencial ucraniano negou na madrugada de sábado que a Ucrânia se recusou a negociar.

Veja imagens da invasão russa à Ucrânia

Este conteúdo foi criado originalmente em português (pt).

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