Russos não têm efetivo militar suficiente para ocupar a Ucrânia, diz especialista
À CNN, professor Vitélio Brustolin disse que a Rússia precisaria de 800 mil soldados, o que é “um número impensável”
A Rússia não tem um contingente militar suficiente para ocupar o território ucraniano. Esta é a avaliação do professor doutor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, Vitélio Brustolin.
Em entrevista à CNN, o especialista afirmou que o conflito é uma “guerra ilimitada”: “Ela tem três fases: destruição das forças armadas do oponente, ocupação do território e imposição da obediência civil.”
Ele destacou que a tática de guerrilha adotada pelos ucranianos tem dificultado a tomada das forças militares. “Tem um ponto que para ocupar o território ucraniano, os russos não têm efetivo suficiente.”
“Há cálculos que apontam que, para uma ocupação efetiva, é necessário o cálculo de 20 soldados para cada mil habitantes. Isso significaria um efetivo de mais de 800 mil soldados, são números impensáveis e altamente improváveis.”
Além disso, Vitélio reforçou que “é muito custoso colocar tanta gente no campo de batalha.”
Ao mesmo tempo, o pesquisador defende que “se os russos quisessem, poderiam bombardear a Ucrânia inteira, mas seria um banho de sangue e significaria o início da Terceira Guerra Mundial, já que o mundo iria reagir. Então a Rússia tem tomado alguns cuidados.”
Para o professor, “é improvável” que os ucranianos se rendam, já que têm apoio internacional, e, liderados pelo presidente Volodymyr Zelensky, têm resistido aos russos.


