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    Saiba quem pode suceder Liz Truss no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

    Premiê renunciou nesta quinta-feira (20) após fracasso de plano econômico

    Christian Edwardsda CNN

    Uma nova disputa de liderança ocorrerá dentro de uma semana, disse Liz Truss em seu discurso de renúncia nesta quinta-feira (20). A premiê deixou o cargo após o fracasso de seu plano econômico e pressão interna.

    Assim, o Partido Conservador deve escolher o quinto primeiro-ministro ou primeira-ministra em pouco mais de seis anos – e o terceiro nesta legislatura. Mas quem pode ser o próximo líder?

    Infográfico explicativo de como será a escolha do líder do Partido Conservador que sucederá Boris Johnson.
    Infográfico explicativo de como será a escolha do líder do Partido Conservador que sucederá Boris Johnson. / CNN

    Aqui estão alguns dos principais nomes para o cargo de premiê do Reino Unido:

    Rishi Sunak

    Sunak provou ser uma espécie de “profeta da morte” do governo, já que muitas das previsões que ele fez durante a liderança de Truss sobre o plano econômico aconteceram.

    O ex-chanceler do Tesouro (equivalente a ministro das Finanças) alertou que os cortes de impostos não financiados propostos pela então primeira-ministra levariam a uma corrida à libra esterlina, pânico no mercado de títulos e preocupação do Fundo Monetário Internacional.

    Talvez até ele fique surpreso com o ritmo com que se provou certo.

    Ex-ministro de Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak
    Ex-ministro de Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak / 14/07/2022 REUTERS/Toby Melville

    Sunak tem experiência no combate à crise econômica, tendo guiado o Reino Unido durante a pandemia de Covid-19. Ele também é popular entre os deputados, tendo garantido mais votos no Parlamento do que Truss antes da escolha dos candidatos finais ser aberta aos membros, perdendo apenas na votação final.

    A confiança que ele tem entre os parlamentares – e a confirmação de suas previsões – pode torná-lo o mais provável para comandar o navio daqui para frente.

    Penny Mordaunt

    A líder da Câmara dos Comuns pode ter feito um ensaio geral para ser primeira-ministra nesta semana, depois de substituir Liz Truss em um debate, em uma performance que parecia tanto sobre se apresentar quanto sobre ajudar a premiê.

    Mordaunt ficou em terceiro lugar na última eleição de liderança, perdendo por pouco de ser colocada diante dos membros – entre os quais se esperava que ela se saísse bem, em parte devido às suas credenciais militares. Ela é reservista da Marinha Real e serviu por um curto período como Secretária de Estado da Defesa.

    Penny Mordaunt
    Penny Mordaunt / Aaron Chown/PA Images via Getty Images

    Como Sunak, a parlamentar é da ala mais moderada do partido. Houve até conversas entre outros integrantes de que os dois formariam uma chapa “Dream Team” (“time dos sonhos”, em português), embora isso não tenha se concretizado – e não está claro se algum deles aceitaria ser chanceler em vez de assumir o cargo principal.

    Grant Shapps

    Um sinal da desordem dos últimos dias do governo de Truss foi a nomeação de Grant Shapps como secretário do Interior – apesar de não ter oferecido a ele um papel ministerial de qualquer tipo quando assumiu o cargo.

    Shapps serviu como secretário de transporte de Boris Johnson. Ele se apresentou para sucedê-lo na eleição de liderança anterior, mas desisitiu da corrida três dias depois, após não conseguir garantir os 20 votos dos deputados necessários para avançar para o próximo turno.

    Grant Shapps / Richard Townshend/Parlamento do Reino Unido

    Kemi Badenoch

    Badenoch ficou em quarto lugar nas eleições de liderança do partido, mas foi consistentemente classificada pelas pesquisas como o favorita entre os membros conservadores de base.

    Uma das parlamentares mais jovens na disputa, Badenoch rapidamente ganhou o apoio do nobre conservador Michael Gove, que a elogiou como o “talento excepcional” do partido.

    Ela integra a direita do partido Conservador, e, em sua candidatura anterior à liderança, sugeriu que as metas climáticas do governo podem ser muito caras.

    Kemi Badenoch. / Parlamento do Reino Unido

    Boris Johnson

    Vários aliados defenderam que Johnson possa ser um candidato da unidade que poderia trazer estabilidade ao país, apesar de ele ter renunciado em desgraça apenas alguns meses atrás, após uma série de escândalos que tornaram sua posição insustentável.

    Quando perguntado pela CNN como eles poderiam justificar Johnson para ser primeiro-ministro novamente, um parlamentar que fez campanha por ele em 2019, disse: “Os socialistas destruirão nossa economia e, se você não entender isso, eu realmente temo pelo nosso futuro”.

    Outro parlamentar que apoiou Johnson em 2019 afirmou que ele é o único candidato que poderia conquistar confortavelmente tanto os parlamentares conservadores quanto os membros do partido.

    Boris Johnson acena ao deixar residência oficial de Downing Street, em Londres / 06/07/2022 REUTERS/Henry Nicholls

    Os aliados mais próximos disseram estar cientes de que ele estava sendo ativamente pressionado nas horas após a renúncia de Truss, argumentando que ele representava a melhor chance de estabilidade do partido no médio prazo.

    Em seu discurso final como primeiro-ministro, Boris Johnson fez uma de suas alusões características à história antiga. Ele disse que “voltaria ao seu arado”, como o estadista romano Cincinnatus – sugerindo uma vida mais tranquila.

    Mas não foi assim que Cincinnatus viveu em seguida. Ele foi chamado de volta de seu arado para retornar a Roma para um segundo mandato – desta vez como ditador.

    Outros nomes no páreo

    A renúncia de Suella Braverman como secretária do Interior na noite de quarta-feira (19) pode ter sido um precursor de uma possível oferta de liderança. A ex-procuradora-geral não concorreu antes – mas com sua postura “linha-dura” sobre a imigração, pode parecer destinada a arrastar o partido ainda mais para a direita.

    Tom Tugendhat surgiu como um surpreendente favorito entre os membros conservadores e o público em geral, apesar de ter ficado em quinto lugar na última eleição de liderança. Não tendo servido como membro do gabinete antes dessa disputa, ele se distanciou da confusão moral do governo de Johnson e prometeu um “começo limpo” para a Grã-Bretanha. Depois de servir no Iraque e no Afeganistão, Tugendhat foi nomeado ministro da Segurança por Truss.

    Ben Wallace, secretário de Defesa e outro ex-militar, foi cotado para suceder Johnson na última disputa de liderança – sendo extremamente bem votado entre os membros conservadores. No entanto, ele não concorreu a essa eleição e não está claro se sua posição mudou desde então.

    A ex-primeira-ministra Theresa May também foi apontada como uma possível candidata à “unidade” para suceder Truss. May tentou reunir as alas conflitantes do partido conservador sobre o Brexit, em uma tentativa de compromisso que resultou na sua substituição por Boris Johnson. Como a parte provou ser incapaz de resolver suas disputas, outra tentativa de compromisso pode ser tentada.

    *Luke McGee, da CNN, contribuiu para esta reportagem

    De Churchill a Truss: os últimos primeiros-ministros do Reino Unido

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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