Segurança do Capitólio diz que não recebeu aviso do FBI sobre riscos de protesto

Autoridades encarregadas da segurança do Congresso afirmaram não terem visto nenhum alerta de inteligência que os preparasse para o que ocorreu

Ataque ao Capitólio em 06 de janeiro de 2021
Ataque ao Capitólio em 06 de janeiro de 2021 Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Susan Cornwell, da Reuters

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Um aviso do FBI de que um protesto de apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump poderia se tornar violento chegou à Polícia do Capitólio um dia antes do ataque que deixou pelo menos cinco mortos.

As principais autoridades encarregadas da segurança do Congresso, no entanto, afirmaram a parlamentares americanos nesta terça-feira (23) não terem visto nenhum alerta de inteligência que os preparasse para o que ocorreu.

“Nada da inteligência que recebemos previa o que aconteceu de fato”, disse Sund, em referência às cenas nas quais apoiadores de Trump agrediam a polícia, quebravam janelas e marchavam através do Capitólio gritando “Enforquem Mike Pence”.

Relatos conflitantes

Eles deram relatos conflitantes a respeito de conversas antes do ataque sobre se ligariam ou não para pedir o apoio da Guarda Nacional.

Um deles, o ex-chefe da Polícia do Capitólio Steven Sund, disse aos senadores que não viu um boletim emitido pelo escritório do FBI de Norfolk, na Virgínia, no dia 5 de janeiro alertando agências de segurança que extremistas estavam se preparando para cometer violência.

“Nos planejamos apropriadamente para uma grande manifestação com possibilidade de violência”, disse Sund. “O que tivemos foi um ataque coordenado de maneira militar sobre os meus agentes e uma tomada violenta do prédio do Capitólio”.

O ataque foi uma tentativa de impedir que o Congresso, que tinha o então vice-presidente Mike Pence presente na sessão, certificasse a vitória eleitoral do presidente democrata Joe Biden sobre o republicano Trump, que insistia em afirmar que a eleição havia sido marcada por fraudes generalizadas.

Os ex-sargentos das armas da Câmara dos Deputados e do Senado, Paul Irving e Michael Stenger, também prestaram depoimento na terça-feira, dizendo que não viram o aviso do FBI.

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