Senado dos EUA aprova adesão da Finlândia e da Suécia à Otan
Filiação precisa ser aprovada pelos parlamentos de todos os 30 Estados-membros da aliança militar para ser ratificada

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3), por 95 a 1, a adesão da Finlândia e da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Eram necessários 67 votos a favor.
Além dos EUA, a França e a Itália também deram o aval para a entrada dos países ao grupo nos últimos dias.
A Finlândia e a Suécia solicitaram a adesão em maio de 2022 em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em 5 de julho, os 30 Estados-membros assinaram o acordo de filiação para permitir que as duas nações se juntem à aliança militar.
A partir desta data, os dois países puderam participar das reuniões da Otan e ter maior acesso à inteligência, mas não foram protegidos pelo Artigo Quinto, a cláusula de defesa que afirma que um ataque a um aliado é um ataque contra todos.
A adesão precisa ser aprovada pelos parlamentos de todos os 30 membros antes que a Finlândia e a Suécia possam ser protegidas pela cláusula de defesa. O processo, no entanto, pode levar até um ano.
Quando confirmada, essa será a expansão mais significativa da aliança desde meados da década de 1990.
Confira a lista dos Estados-membros que ratificaram a entrada da Finlândia e da Suécia à Otan:
- Canadá - 5 de julho
- Dinamarca - 5 de julho
- Islândia - 5 de julho
- Noruega - 5 de julho
- Estônia - 6 de julho
- Reino Unido - 6 de julho
- Albânia - 7 de julho
- Alemanha - 8 de julho
- Holanda - 12 de julho
- Luxemburgo - 12 julho
- Bulgária - 13 de julho
- Letônia - 14 de julho
- Eslovênia - 14 de julho
- Croácia - 15 de julho
- Polônia - 20 de julho
- Lituânia - 20 de julho
- Bélgica - 20 de julho
- Romênia - 21 de julho
- Macedônia do Norte - 27 de julho
- Montenegro - 28 de julho
- França - 2 de agosto
- Itália - 3 de agosto
- Estados Unidos - 3 de agosto
Ainda falta a ratificação pelos parlamentos da República Checa, Grécia, Hungria, Portugal, Eslováquia, Espanha e Turquia.
*Com informações da Reuters


