Sequestro no Haiti: mais três reféns são libertados; 12 continuam em cativeiro

Em outubro, um grupo religioso de 17 pessoas foi sequestrado pela gangue "400 Mawozo"

Sede dos missionários sequestrados, em Porto Príncipe
Sede dos missionários sequestrados, em Porto Príncipe REUTERS/Ralph Tedy Erol

David ShortellKylie Atwoodda CNN

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Mais três membros de um grupo de 17 pessoas sequestradas no Haiti em outubro foram libertados na noite de domingo (5), de acordo com um comunicado do Christian Aid Ministries com sede nos Estados Unidos

“Agradecemos a Deus por mais três reféns terem sido libertados ontem à noite. Eles estão bem e parecem estar de bom humor. Assim como no resgate anterior, não podemos fornecer os nomes das pessoas, as circunstâncias em que aconteceu, ou quaisquer outros detalhes”, disse o comunicado.

Eles fazem parte de um grupo de 16 americanos e um canadense que foram sequestrados pela gangue haitiana 400 Mawozo, enquanto viajavam de carro ao nordeste da capital, Porto Príncipe, em 16 de outubro. Alguns deles trabalhavam como missionários quando o sequestro aconteceu.

Os reféns incluíam um bebê, uma criança de 3 anos e outra de 6 anos, além de dois adolescentes. Todos vêm de Amish, Mennonite e outras comunidades anabatistas conservadoras de seis estados dos EUA e Ontário, Canadá.

Dois outros reféns foram libertados no mês passado. Doze dos 17 sequestrados permanecem em cativeiro.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre se os resgates foram ou não pagos. Os sequestradores exigiram US$1 milhão por refém, segundo o que disse o ministro do Interior e Justiça haitiano, Liszt Quitel, à CNN.

O líder da gangue ameaça matar os missionários cativos no Haiti se não conseguir o que deseja.

Os sequestros por resgate no país são generalizados e frequentemente indiscriminados, tendo como alvo ricos, pobres, jovens e idosos.

O aumento da criminalidade acompanha a instabilidade política no país, com o crescente número de sequestros nos meses após o assassinato do presidente Jovenel Moise, em julho, de acordo com a organização local de direitos humanos CARDH.

O grupo 400 Mawozo é conhecido por sequestros em grupo.

Maija Ehlinger e Caitlin Hu, da CNN, contribuíram para esta reportagem.

Este é um texto traduzido. Clique aqui para ler o original.

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