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    Em encontro com Xi Jinping, Lula deve defender entrada da Argentina nos Brics

    Na última cúpula do grupo, em 2022, declaração conjunta mencionou expressamente "promoção de discussões entre os membros" sobre o processo de expansão

    Delegada passa por logo do Brics durante reunião de cúpula em Sandton, na África do Sul
    Delegada passa por logo do Brics durante reunião de cúpula em Sandton, na África do Sul 24/07/2018REUTERS/Siphiwe Sibeko

    Daniel Rittnerda CNN

    em Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá defender, em conversa com o líder chinês Xi Jinping, a entrada da Argentina nos Brics. A ampliação do bloco e a inclusão do país sul-americano no grupo estão nos pontos de discussão destacados por auxiliares do brasileiro para o encontro reservado entre os dois nesta sexta-feira (14), em Pequim.

    O grupo é constituído originalmente por Brasil, China, Índia e Rússia. A África do Sul juntou-se em 2011 como o quinto integrante dos Brics. Dependendo do critério adotado, quando se considera o poder de paridade de compra, a economia somada dos cinco países ultrapassa o PIB do G-7.

    A declaração conjunta da última cúpula presidencial dos Brics, em junho do ano passado, mencionava expressamente “a promoção de discussões entre os membros dos Brics sobre o processo de expansão”.

    No mesmo parágrafo, entretanto, havia uma ressalva sobre a necessidade de “esclarecer os princípios norteadores” da ampliação e de “consenso” no grupo atual.

    O governo brasileiro considera que a presença da Argentina é indispensável em uma primeira leva de novos membros, caso essa seja a decisão dos Brics.

    O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, já falou em “mais de uma dúzia” de candidatos. Indonésia, Turquia, Egito, Nigéria, Tailândia e Arábia Saudita estão entre os interessados.

    O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics, já fez uma expansão inicial. Egito, Emirados Árabes, Bangladesh foram admitidos formalmente. O Uruguai está em processo de adesão.

    A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) assumiu o comando da instituição, no lugar do brasileiro Marcos Troyjo, e ficará no cargo até julho de 2025.