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    Sonia Guajajara defende que indígenas sejam contemplados em financiamentos climáticos

    Ministra liderou marcha em dia dedicado aos povos indígenas na COP28

    Ministra Sonia Guajajara participa da COP28, em Dubai
    Ministra Sonia Guajajara participa da COP28, em Dubai 05/12/203 - CNN

    Mathias Broteroda CNN

    Enviado especial a Dubai, Emirados Árabes Unidos

    A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, defendeu nesta terça-feira (5) que os povos originários façam parte dos mecanismos de financiamento climático, debatidos durante a COP28, em Dubai.

    “É importante que os povos indígenas sejam apoiados e contemplados nos financiamentos climáticos. E que esse protagonismo também seja contemplado nesse processo de negociação”, afirmou.

    A ministra afirmou que essa é a conferência com a maior representatividade indígena, o que ela considerou um avanço na discussão de combate às mudanças climáticas. Em discurso, Guajajara ainda defendeu que os povos originários sejam consultados no processo de contenção do aquecimento global.

    “Os povos indígenas, segundo os dados das Nações Unidas, somam apenas 5% da população mundial e protegemos 82% da biodiversidade viva no planeta. Estamos aqui trazendo essa voz dos povos indígenas, para que possamos também ser incluídos como parte da solução, para conter essa crise climática”, afirmou.

    Sonia Guajajara lidera a delegação brasileira que veio à conferência climática, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, terem deixado a COP28, para uma série de compromissos na Alemanha.

    Marcha na COP28

    O sexto dia de COP28 foi dedicado aos povos indígenas. Ao lado de dezenas de mulheres de populações originárias, a ministra brasileira liderou uma marcha na abertura da conferência.

    O secretário Executivo da ONU para as Mudanças Climáticas, Simon Stiell, defendeu a importância de priorizar os povos originários nas discussões.

    “Os povos indígenas estão na linha de frente da crise climática. Eles estão bem posicionados para liderar transições justas com base nos seus valores, conhecimentos e visões de mundo consagrados pelo tempo”.