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    Suécia poderia ter feito mais, diz chefe da agência de Saúde do país

    Anders Tegnell, responsável pela Agência de Saúde Pública do país, diz que, se pudesse, mudaria a estratégia adotada no combate ao novo coronavírus

    Com estratégia de combate à Covid-19 com base em ações voluntárias e distanciamento social não compulsório, suecos quase não mudaram rotina durante pandemia
    Com estratégia de combate à Covid-19 com base em ações voluntárias e distanciamento social não compulsório, suecos quase não mudaram rotina durante pandemia Foto: Reuters

    Reuters

    O epidemiologista chefe da Suécia, Anders Tegnell, afirmou, em entrevista a uma rádio sueca, nesta quarta-feira (3), que o país poderia ter feito mais para combater a pandemia do novo coronavírus.

    Tegnell, responsável pela Agência de Saúde Pública, liderou a estratégia sueca que evitou medidas mais restritivas de distanciamento social. “Sim, acho que poderíamos ter feito melhor do que fizemos, claramente”, disse.

    O modelo de enfrentamento à Covid-19 no país se baseou em ações voluntárias, distanciamento social não compulsório, e medidas de higiene que apelam ao senso comum.

    A estratégia não conteve a disseminação do vírus. O país registra a oitava maior taxa de mortalidade do mundo, muito maior que seus vizinhos seus como Noruega e Dinamarca.

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    “Se fossemos encarar a mesma doença novamente, sabendo exatamente o que sabemos hoje, eu acho que teríamos feito algo no meio termo entre o que a Suécia fez e o que o resto do mundo fez”, afirmou o epidemiologists.

    A Agência Reuters solicitou uma resposta ao primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, e à ministra da Saúde, Lena Hallengreen, sobre os comentários de Tegnell.

    “O governo sempre esteve preparado para introduzir medidas mais amplas por recomendação da autoridade especializada”, afirmou a ministra da Saúde.

    O primeiro-ministro Lofven não respondeu diretamente ao pedido de comentário. Porém, afirmou ao jornal local Aftonbladet que a “estratégia geral de proteger trabalhadores e empresas e limitar a doença foi correta”.

    “Ao mesmo tempo, temos que admitir que, quando se trata dos idosos e disseminação de infecções, isso não funcionou. Isso é óbvio, muitas pessoas idosas morreram”, complementou o primeiro-ministro.