Talibã diz que trabalha na reabertura de escolas de ensino médio para meninas

Segundo o porta-voz, Zabihullah Mujahid, também há negociações sobre a presença de mulheres no governo; o grupo, no entanto, não forneceu detalhes ou datas

Zabihullah Mujahid (C), porta-voz do Talibã, em entrevista coletiva em Cabul
Zabihullah Mujahid (C), porta-voz do Talibã, em entrevista coletiva em Cabul Rahmat Gul - 17.ago.2021/AP

Charlotte Greenfieldda Reuters

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A administração do Talibã no Afeganistão está trabalhando para reabrir escolas de ensino médio para meninas, que foram deixadas de fora de um recente retorno às aulas.

No entanto, o porta-voz do grupo islâmico não deu dado prazo para ação acontecer. A declaração aconteceu nesta terça-feira (21).

O Talibã diz que mudou desde seu regime entre 1996 e 2001, quando proibiu as mulheres de sair de casa sem um parente do sexo masculino e fechou escolas para meninas – mas gerou ceticismo quando disse na semana passada que abriria escolas somente para meninos.

“No caso das escolas [para estudantes do sexo feminino], o Ministério da Educação está trabalhando arduamente para fornecer as bases para a educação de meninas do ensino médio o mais rápido possível, os trâmites estão em andamento e espera-se que isso aconteça, se Deus quiser “, disse o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, a repórteres durante entrevista coletiva em Cabul.

As meninas mais jovens nas escolas primárias já retomaram os estudos em classes segregadas.

A Amnistia Internacional divulgou nesta terça-feira (21) um briefing sobre a deterioração dos direitos humanos desde que o Talibã assumiu, dizendo que alguns direitos das mulheres estavam sob ameaça. Os protestos sobre o assunto foram violentamente reprimidos.

Sobre a inclusão de mulheres em cargos do governo Talibã, Mujahid também disse que “o trabalho está em andamento”, mas sem dar detalhes.

“Estamos tentando fortalecer ainda mais o gabinete, e se Deus quiser, as mulheres serão indicadas para determinados cargos nas seções necessárias e um dia anunciaremos [seus nomes] aqui”, disse ele.

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