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    Talibã proíbe barbeiros de rasparem barbas em província do Afeganistão

    Músicas dentro destes estabelecimentos também estão proibidas; Talibã afirma que os que descumprirem a medida serão punidos e 'não terão direito de reclamar'

    Tim Listerda CNN

    Barbeiros na província de Helmand, no Afeganistão, estão proibidos de raspar barbas e tocar música em seus estabelecimentos, de acordo com um comunicado emitido pelo departamento de virtude e vício da província, liderado pelo Talibã.

    Os novos regulamentos marcam a última de uma série de restrições impostas ao povo do Afeganistão com base na interpretação estrita do Talibã da lei islâmica Sharia.

    “Vocês são informados com urgência de que a partir de hoje, barbear-se e tocar música em barbearias e banhos públicos são estritamente proibidos”, disse a autoridade local em um comunicado neste domingo (26).

    “Se for descoberto que alguma barbearia ou banho público raspou a barba de alguém ou tocou música, eles serão tratados de acordo com os princípios da Sharia e não terão o direito de reclamar”, acrescenta o comunicado.

    Embora o Talibã tenha dito que seu governo seria mais brando do que durante seu tempo anterior no comando do Afeganistão, há vários relatos de repressões severas desde que tomaram o poder do país em agosto.

    Desde a tomada do Afeganistão pelos Talibãs, há detenção e agressão de jornalistas, o uso de chicotes contra a participação de mulheres em protestos e o enforcamento público de supostos criminosos.

    O grupo também não permitiu que meninas e mulheres afegãs voltassem ao ensino médio, apesar de prometer que as alunas teriam permissão para estudar. Meninos afegãos já foram chamados para voltar à escola.

    De 1996 e 2001, o Talibã proibiu mulheres e meninas de estudar e trabalhar e restringiu severamente seus direitos.

    Atualmente, as mulheres foram completamente excluídas do novo governo linha-dura do país e, em alguns casos, receberam ordens de deixar seus locais de trabalho.

    (Este texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)