Tempestade no Atlântico se transforma em raro furacão de categoria 5

Fenômeno com ventos de 257 km/h deve triplicar de tamanho na próxima semana

Mary Gilbert, Allison Chinchar e Rebekah Riess, da CNN
Furacão Erin passa pelo Oceano Atlântico  • CIRA/RAMMB/NOAA via CNN Newsource
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O furacão Erin está se intensificando rapidamente à medida que avança sobre o nordeste do Caribe neste sábado (16), provocando ondas fortes e enviando chuva e rajadas de vento para as ilhas ao sul de sua trajetória.

Erin se tornou um furacão raro e "catastrófico" de categoria 5, com ventos sustentados de quase 257 km/h até o final da manhã de sábado (16), de acordo com o Centro Nacional de Furacões. Os ventos da tempestade aumentaram 137 km/h em 24 horas: Erin era uma tempestade tropical de 120 km/h às 11h de sexta-feira (15).

Fortalecimento adicional, impulsionado pelo Atlântico mais quente que o normal, é esperado para a tarde de sábado (16).

Em meados da próxima semana, a previsão é de que Erin pelo menos dobre ou triplique de tamanho, o que resultará em condições oceânicas turbulentas no Atlântico Ocidental.

Erin está localizado cerca de 168 quilômetros ao norte de Anguilla, observa o Centro Nacional de Furacões.

A tempestade está passando ao norte das Ilhas de Sotavento, das Ilhas Virgens e de Porto Rico neste fim de semana, enquanto faz uma curva gradual em direção ao norte. É improvável que atinja diretamente qualquer uma das ilhas do nordeste do Caribe, embora alertas tropicais estejam em vigor para algumas dessas áreas, alertando sobre potenciais ameaças.

A previsão é de que Erin siga para o norte, sobre o Atlântico Ocidental, na próxima semana, afastando-se dos Estados Unidos e das Bermudas, mas isso pode mudar se a tempestade mudar de direção mais ou menos bruscamente do que a previsão atual. Mesmo que a previsão permaneça consistente, Erin pode causar problemas para ambos os lugares, com ondas fortes e correntes de retorno perigosas.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões, espera-se que a tempestade produza ondas e correntes de retorno fatais ao longo das praias das Bahamas, de grande parte da Costa Leste dos EUA e do Canadá Atlântico na próxima semana.

A intensificação rápida ocorre quando os ventos que sopram ao redor do centro de uma tempestade aumentam em pelo menos 56 km/h em 24 horas ou menos. No ano passado, nove tempestades se intensificaram rapidamente na bacia do Atlântico, incluindo os furacões Helene e Milton. Esse tipo de intensificação explosiva está acontecendo com mais frequência à medida que a poluição, que causa o aquecimento global, inclina a balança para oceanos mais quentes, que alimentam tempestades poderosas.

Em antecipação ao furacão, o capitão da Guarda Costeira dos EUA para o porto de San Juan determinou que os portos de St. Thomas e St. John, nas Ilhas Virgens Americanas, e seis portos marítimos em Porto Rico sejam fechados para todo o tráfego de embarcações, a menos que especificamente autorizado.

O mar agitado e as correntes de retorno ao redor das ilhas continuarão até o início da próxima semana. Rajadas de vento e chuva – que podem ser fortes em alguns momentos – também estão afetando as ilhas com a passagem de Erin.

Alguns locais podem registrar de 5 a 10 cm de chuva neste fim de semana, com volumes localizados de até 15 cm nas chuvas mais fortes. Chuvas intensas também podem causar inundações repentinas ou deslizamentos de terra.

Há bastante combustível na região para Erin explorar, já que as temperaturas da superfície do mar estão muito mais altas do que o normal. Não estão tão altas quanto os níveis recordes atingidos em 2023 e 2024, mas ainda estão muito mais altas do que estariam em um mundo sem aquecimento.

Erin é o primeiro grande furacão da temporada no Atlântico. Quatro outros sistemas percorreram a bacia do Atlântico antes de Erin – Andrea , Barry, Chantal e Dexter –, mas nenhum foi mais forte do que uma tempestade tropical.

O primeiro furacão da temporada normalmente se forma por volta de 11 de agosto, então Erin estava um pouco atrasado, principalmente em comparação com as chegadas antecipadas em temporadas recentes. Já havia ocorrido três furacões – Beryl, Debby e Ernesto – até 15 de agosto do ano passado.

Haverá mais chances de desenvolvimento de sistemas tropicais neste mês. Previsões de longo prazo do Centro de Previsão Climática apontam a mesma parte do Atlântico Erin como um local para observar novas tempestades pelo menos até o início de setembro.

Agosto é quando os trópicos geralmente ganham vida : o período mais movimentado da temporada geralmente vai de meados de agosto a meados de outubro. Os meteorologistas preveem atividade tropical acima da média este ano.

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