"Tentativa de golpe na Bolívia foi toda mal planejada", avalia professor à CNN
Professor de Relações Internacionais da USP Kai Enno Lehmann analisou o aspecto social da Bolívia após a tentativa do golpe na quarta-feira (26)
Uma tentativa de golpe militar foi frustrada nesta quarta-feira (26) na Bolívia. O general Juan Jose Zuniga foi preso após tropas invadirem o palácio presidencial em La Paz.
Em entrevista à CNN, o professor de Relações Internacionais da USP, Kai Enno Lehmann, analisou o cenário político boliviano e avaliou que a iniciativa foi "toda mal planejada".
Instabilidade histórica
Segundo Lehmann, a Bolívia é conhecida por uma "instabilidade política muito grande" e inúmeras tentativas de golpes ao longo da história. O general Zuniga justificou a ação alegando tentar impedir a candidatura do ex-presidente Evo Morales a um quarto mandato em 2024, o que seria inconstitucional.
"Pelo visto, não houve a participação do judiciário nessa tentativa e grande parte mesmo das forças amadas que não participaram", disse o professor, apontando falhas no planejamento.
Isolamento internacional
Lehmann destacou que a reação imediata de nações condenando o golpe ajudou no fracasso, pois um eventual governo militar ficaria "completamente isolado na região e, na verdade, no mundo".
Apesar disso, o especialista avalia que a instabilidade deve prosseguir até as eleições presidenciais de 2024. "Temos muitas questões ainda sem resposta e tudo indica que isso vai levar mais instabilidade", afirmou.
Entre os pontos em aberto, estaria a possibilidade de Morales se candidatar novamente, após racha com o atual presidente, e o impacto da tentativa fracassada no governo atual.
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