Terremoto no Japão: Há relatos de feridos e incêndios, diz autoridade
Secretário-chefe do gabinete do país não deu detalhes sobre quantidade de feridos e pediu para população ir para locais seguros
Há vários relatos de feridos e incêndios na província de Aomori, no Japão, após o terremoto de magnitude 7,6, afirmou o secretário-chefe do gabinete do país, Minoru Kihara, em uma coletiva de imprensa.
Ele também disse que foram relatados cortes de energia em Aomori e Iwate e que o serviço de trem de alta velocidade entre Fukushima e Aomori está suspenso. Alguns trechos de rodovias expressas também estão fechados.
De toda forma, Kihara não forneceu mais detalhes sobre número de vítimas ou gravidade dos ferimentos.
Mais cedo, o secretário pontuou que não foram detectados problemas em usinas nucleares. Ele e outras autoridades pediram que a população de certas áreas vá para locais seguros, como terrenos elevados.
Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão, afirmou que o governo vai coordenar as ações com autoridades locais, com o princípio de "priorizar a vida humana".
"Para aqueles que residem nas áreas costeiras do Pacífico central de Hokkaido, nas áreas costeiras do Pacífico da Prefeitura de Aomori e na Prefeitura de Iwate, onde foi emitido um alerta de tsunami, por favor, evacuem imediatamente para um local seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação", destacou.
A JMA (Agência Meteorológica do Japão, na sigla em inglês) emitiu um alerta de tsunami e informou que as ondas podem chegar a até três metros de altura. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico afirmou que locais a 1.000 km do epicentro do tremor podem ser atingidos.
O Japão é conhecido por registrar terremotos severos. O país está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica em ambos os lados do Oceano Pacífico.
O pior terremoto da história recente do Japão foi o de Tohoku, de magnitude 9,1, em 2011, que desencadeou um grande tsunami e um desastre nuclear.


