Trégua com EUA pode acabar se ataques no Líbano continuarem, diz TV do Irã

Tasnim também informou que regime iraniano suspendeu as negociações indiretas com os EUA depois que Israel ordenou que suas tropas avançassem

Elwely Elwelly, da Reuters
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A Tasnim, uma emissora de TV estatal do Irã, afirmou nesta segunda-feira (1°) que a probabilidade de o cessar-fogo com os Estados Unidos acabar é alta caso os ataques de Israel ao Líbano não tenham fim.

A emissora estatal não forneceu mais detalhes.

Anteriormente, a Tasnim havia informado que o país suspendeu as negociações indiretas com os EUA depois que Israel ordenou que suas tropas avançassem mais no Líbano.

A agência pontuou que a equipe de negociação da República Islâmica estava interrompendo a troca de mensagens por meio de mediadores. Não houve confirmação imediata das informações por parte de autoridades iranianas, nem comentários dos EUA ou de Israel.

Os preços do petróleo subiram mais de US$ 6 por barril após a reportagem da Tasnim.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ordenou ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, nesta segunda-feira, provocando mais uma onda de deslocamentos em um conflito que já desalojou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.

O gabinete de Netanyahu acusou o Hezbollah de violar o cessar-fogo diversas vezes.

Cessar-fogo em xeque

Os últimos desdobramentos representam novos obstáculos para o fim definitivo da guerra e até mesmo para a manutenção da trégua.

O Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana após uma ofensiva dos EUA contra alvos militares iranianos no fim de semana, que aumentaram ainda mais a pressão sobre o frágil cessar-fogo.

O presidente Donald Trump havia reiterado anteriormente nas redes sociais que acreditava que Teerã desejava chegar a um acordo. Mas as esperanças de um avanço foram atenuadas por comentários de autoridades iranianas criticando a postura "em constante mudança" dos EUA nas negociações.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também mencionou o Líbano, onde outro cessar-fogo está em vigor, como um obstáculo.

"Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os EUA e Israel são responsáveis ​​pelas consequências de qualquer violação", disse ele.