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    Trégua entre Israel e Hamas deve começar na manhã de quinta-feira (23)

    Existe a opção do cessar-fogo temporário durar até 10 dias, mas autoridades de Israel acreditam que é improvável que dure tanto tempo

    Tanques israelenses atuam em Gaza em ofensiva contra o Hamas
    Tanques israelenses atuam em Gaza em ofensiva contra o Hamas 21/11/2023Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERS

    Kaitlan Collinsda CNN

    A trégua entre Israel e Hamas está programada para começar às 10h, horário local (5h, no horário de Brasília), na quinta-feira (23), disse uma autoridade israelense à CNN nesta quarta-feira (22).

    Há a opção do cessar-fogo temporário durar até 10 dias, mas as autoridades de Israel acreditam que é improvável que dure tanto tempo.

    O premiê israelense Benjamin Netanyahu disse, na terça-feira (21), quando o acordo foi aprovado, que para cada 10 reféns a mais que o Hamas liberte, haverá um dia adicional de trégua nos combates.

    Israel continua a bombardear Gaza no dia após acordo

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a sua ofensiva na Faixa de Gaza antes do início da trégua acordada.

    Um porta-voz das FDI disse, nesta quarta-feira (22), que cerca de 400 entradas de túneis foram descobertas e destruídas desde 7 de outubro.

    FOTOS – Veja imagens da guerra entre Israel e Hamas

    O porta-voz disse que o país realizou novos ataques à infraestrutura do Hamas e continua a ter como alvo os combatentes.

    Também afirmou que tropas terrestres realizaram ataques em Sheikh Za’id, no noroeste de Jabalia.

    Maioria dos prisioneiros palestinos que podem ser soltos são adolescentes

    A grande maioria dos prisioneiros palestinos listados como elegíveis para serem libertados em troca de reféns israelenses são adolescentes do sexo masculino.

    Ele tem idades entre 16 e 18 anos – crianças, segundo a definição das Nações Unidas – embora alguns tenham apenas 14 anos.

    Cerca de 33 são mulheres, de acordo com uma contagem da CNN.

    A lista de 300 nomes foi publicada por Israel e também lista as acusações sob as quais os prisioneiros estão detidos.

    Palestinos fogem para o sul da Faixa de Gaza em meio a ataques israelenses no enclave / 12/11/2023 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

    Atirar pedras e “prejudicar a segurança regional” estão entre as acusações mais comuns, mas outras incluem apoio a organizações terroristas ilegais, acusações envolvendo armas ilegais, incitação e pelo menos duas acusações de tentativa de homicídio.

    Algumas das pessoas estão listadas como membros do Hamas, da Jihad Islâmica, da Frente Popular para a Libertação da Palestina ou da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, mas muitos dos prisioneiros não estão listados como pertencentes a nenhuma organização.

    Nesta terça-feira (21), Qadura Fares, chefe da Comissão Palestina para Assuntos de Detidos e Ex-Prisioneiros, disse que 350 crianças e 85 mulheres estavam detidas em prisões de Israel, de um total de cerca de 8.300 prisioneiros.

    O acordo entre Israel e Hamas

    Após semanas de negociações, Israel aprovou um acordo com o Hamas, nesta terça-feira (21), pela libertação de 50 reféns detidos pelo grupo armado na Faixa de Gaza.

    Serão libertadas mulheres e crianças durante quatro dias, em troca de cessar-fogo neste período, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro de Israel.

    Segundo pontuou o governo israelense, um dia de cessar-fogo poderá ser adicionado a cada 10 reféns soltos.

    O anúncio também deixou claro que Israel planeja retomar ataques aéreos e terrestres “para completar a erradicação do Hamas” assim que o acordo for cumprido.