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    Testemunhas relatam execução de jovens detidos por militares das Forças de Defesa de Israel

    Forças israelenses conduzem operação em Ramallah, na Cisjordânia
    Forças israelenses conduzem operação em Ramallah, na Cisjordânia Reuters

    Hatem Khaledda Reuters

    Os corpos algemados de três homens palestinos libertados da custódia israelense foram encontrados perto da fronteira de Gaza com Israel, e um tio de um deles e uma testemunha disseram que foram atacados pelas forças israelenses logo após sua libertação.

    Abdel Hadi Ghabayen, tio de um dos detidos, Kamel Ghabayen, disse que saiu às 5 da manhã de domingo (7) à procura do seu sobrinho após a sua detenção pelas forças israelenses no sábado (6).

    “Encontrei-o abandonado no chão junto com os outros dois mártires. Eles estavam sem roupas e suas mãos tinham algemas de plástico colocadas pelo exército israelense”, disse Ghabayen.

    Os corpos foram encontrados perto da cerca da fronteira israelense no domingo, nas proximidades da passagem de Karam Abu Salem, no sul de Gaza, disse ele.

    A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente o que aconteceu aos três homens ou o motivo da sua prisão. Os militares israelenses não responderam a um pedido de comentários sobre estes relatos.

    Abdel Hadi Ghabayen disse que um dos homens perdeu uma perna e que o seu corpo estava “em pedaços” depois do que ele disse ter sido um ataque realizado pouco depois da sua libertação. Ele afirmou que quando tentou recuperar a perna desmembrada do homem, os israelenses “começaram a atirar em mim, então parei”. Mais tarde, ele carregou os corpos dos três em seu caminhão para o Hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza.

    Os três – Kamel Ghabayen, Mohammed Awad Ramadan Abu Hejazi e Ramadan Awad Ramadan Aby Hejaz – estavam entre os vários palestinos detidos no sábado e mantidos para interrogatório, segundo um dos homens, Mahmoud Abu Taha.

    Abu Taha disse que eles foram atacados logo após serem libertados.

    “Chegamos à rua Karkar (em Gaza). Depois de 10 minutos lá, encontramos uma bomba atirada contra as pessoas que estavam comigo. Graças a Deus eu estava na frente. A bomba atingiu 6 ou 7 pessoas que estavam detidas conosco. Deus, estou vivo”, disse ele.

    A guerra começou em 7 de outubro, quando combatentes liderados pelo Hamas, que controlava Gaza, atacaram o sul de Israel, matando 1.200 pessoas e fazendo cerca de 250 reféns, segundo dados israelenses. Mais de 38 mil palestinos foram mortos na ofensiva militar israelense desde então, segundo autoridades de saúde de Gaza.