Trinidad e Tobago permitirá aviões militares dos EUA em aeroportos do país
Em retaliação, Venezuela anunciou que encerraria qualquer acordo para o fornecimento de gás natural com a nação caribenha

Trinidad e Tobago anunciou na segunda-feira (15) que permitirá que aeronaves militares dos Estados Unidos transitem pelos aeroportos do país nas próximas semanas, em meio à escalada das tensões com a vizinha Venezuela.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, os EUA indicaram que as movimentações de aeronaves serão de "natureza logística, facilitando o reabastecimento e a troca rotineira de pessoal".
O Ministro das Relações Exteriores, Sean Sobers, afirmou que a medida faz parte dos compromissos do país insular de cooperar com Washington em questões de segurança regional.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos realizaram exercícios militares e instalaram um sistema de radar no país caribenho, que Trinidad e Tobago indicou ter como objetivo monitorar traficantes de drogas no mar.
A Venezuela já havia denunciado os exercícios como uma “provocação militar”, mas Sobers negou que fossem um prelúdio para qualquer possível ação militar dos Estados Unidos perto do país, particularmente na Venezuela.
Na segunda-feira (15), Caracas anunciou que encerraria qualquer acordo para o fornecimento de gás natural a Trinidad e Tobago, acusando o país de envolvimento na apreensão, pelos Estados Unidos, de um petroleiro na costa venezuelana na semana passada, sem apresentar qualquer prova para sustentar a acusação.
O governo venezuelano também alegou que a instalação do radar tinha como objetivo assediar navios que transportavam petróleo venezuelano.
O regime de Nicolás Maduro acusou a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, de impor uma “agenda hostil” e afirmou que ela transformou seu país em um “porta-aviões americano para atacar a Venezuela”.
A CNN entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e o gabinete da primeira-ministra de Trinidad e Tobago para obter comentários.



