Sem Netanyahu, Trump assina acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza

Assinatura aconteceu durante a cúpula da paz no Egito; Em discurso, Trump destacou que "acordo é histórico"

Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo
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O presidente Donald Trump assinou, nesta segunda-feira (13), o acordo de cessar fogo em Gaza. O documento foi assinado no Egito, na cidade de Sharm el-Sheikh, onde líderes mundiais se reúnem para cúpula de paz. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, não estava presente na cerimônia.

Além de Trump, assinaram o acordo os líderes dos países mediadores, que foram: Egito, Catar e Turquia.

Em discurso antes de assinar documento, o republicano afirmou que o Oriente Médio agora é uma "região transformada" e que o acordo é "histórico".

"As pessoas nesta sala ajudaram muito, são os líderes mais ricos do mundo. Quando os conhecemos bem, posso dizer que são as melhores pessoas, eles se importam com os seus países. Isso [o acordo] só está acontecendo porque todos se reuniram", afirmou Trump.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, convidou o presidente dos Estados Unidos para participar da cerimônia de assinatura. O egípicio recebeu líderes mundiais de mais de 20 países. Entre os que confirmaram presença estão o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez.

Trump chegou ao Egito nesta tarde, após discursar no Parlamento de Israel, horas depois de reféns terem sido libertados por Hamas e palestinos prisioneiros terem sido soltos por Israel.

Plano de paz para Gaza

A iniciativa marca o primeiro avanço concreto após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. Segundo o grupo, o plano prevê o fim da guerra e a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino, além da entrada de ajuda humanitária e da realização de uma “troca de prisioneiros”.

Fontes próximas às negociações afirmam que temas mais sensíveis, como o desarmamento do Hamas e a futura governança de Gaza, devem ser tratados em fases posteriores.

Primeira fase

Segundo o presidente Donald Trump, a primeira fase do acordo inclui o cessar-fogo, a libertação dos reféns que permanecem sob custódia do Hamas e o recuo das forças israelenses.

Um “Conselho de Paz”, previsto no plano de 20 pontos proposto por Trump, deve supervisionar o cumprimento das medidas iniciais. O órgão teria caráter internacional e contaria com um comitê palestino “tecnocrático e apolítico” responsável pela administração de Gaza.

“A parte mais importante é que os reféns serão libertados”, afirmou Trump à Fox News, acrescentando que a libertação deve ocorrer “provavelmente na segunda-feira”.