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    Trump diz que China ‘fará tudo que puder’ para que ele perca eleição

    Presidente americano considera que Pequim deveria ter agido mais cedo para conter a pandemia de coronavírus

    O presidente dos EUA, Donald Trump
    O presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Jonathan Ernst - 22.abr.2020/Reuters

    O presidente Donald Trump declarou, nesta quarta-feira (29), que acredita que a forma como a China lida com a crise do novo coronavírus (COVID-19) é uma prova de que Pequim “fará tudo o que puder” para fazê-lo perder sua candidatura à reeleição em novembro.

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    Em entrevista à agência Reuters, Trump culpou a China pela pandemia que já matou cerca de 60.000 pessoas nos Estados Unidos e jogou a economia americana em recessão, colocando em risco seu plano de mais um mandato de quatro anos.

    O presidente republicano, muitas vezes acusado de não agir cedo o suficiente para preparar os Estados Unidos para a disseminação do vírus, disse acreditar que a China deveria ter sido mais ativa em informar o mundo sobre o coronavírus muito antes.

    “Eles (chineses) estão constantemente usando relações públicas para tentar fazer parecer que são inocentes”, afirmou Trump sobre autoridades chinesas em comunicados sobre a pandemia. 

    “A China fará o possível para que eu perca essa corrida”, disse Trump sobre as eleições americanas. Segundo ele, os chineses torcem pela vitória de um candidato democrata – provavelmente Joe Biden – que, na visão do republicano, favoreceria o país asiático em questões comerciais.

    O mandato de Trump foi marcado por uma guerra econômica com a China, incluindo aumentos de tarifas a produtos.

    Segundo ele, o acordo comercial que concluiu com o presidente chinês Xi Jinping, com o objetivo de reduzir os déficits comerciais crônicos dos EUA com a China, foi muito abalado com as conseqüências econômicas do vírus.

    Um alto funcionário do governo americano, falando sob condição de anonimato, disse na quarta-feira que, no final de março, Trump e Xi concordaram informalmente em aderir a uma “trégua” no teor de suas declarações. O compromisso de Trump em não atacar a China, porém, parece ter terminado.

    Trump tenta manter a economia americana ativa durante a crise do vírus por meio de pagamentos de estímulo a indivíduos e empresas, enquanto incentiva os governadores a reabrirem cuidadosamente seus estados à medida que novas infecções diminuem.

    “Estávamos ‘agitando’ antes que isso acontecesse. Tínhamos a maior economia da história”, lamentou.

    O presidente disse estar satisfeito com a maneira como muitos governadores estão operando sob a tensão do vírus, mas, sem citar nomes, declarou que alguns precisam melhorar.

    * Com Agência Reuters