Trump diz que Irã quer fechar acordo mais do que ele
Comentário foi feito durante um almoço com apresentadores e correspondentes; países devem ter nova rodada de negociação nesta quinta-feira (26)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24) que o Irã deseja um acordo mais do que ele, mas até agora se mostrou relutante em dizer explicitamente que não construirá armas nucleares.
O comentário foi feito durante um almoço com apresentadores e correspondentes antes do discurso sobre o Estado da União -- que acontecerá também nesta terça --, em grande parte do qual ocorreu em caráter confidencial.
Trump também previu que os EUA terão os melhores três anos economicamente da história do país.
O presidente americano deve se concentrar na economia no discurso desta noite.
Entre outras coisas, ele defenderá novos cortes de impostos para empresas e pessoas físicas e anunciará formalmente acordos com grandes empresas de inteligência artificial e tecnologia para que elas assumam uma parcela maior dos custos de eletricidade de seus data centers, disseram autoridades.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".
O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".
*com informações da Reuters


