Trump diz ter ficado "perturbado" com planos de Israel para o Líbano
Presidente anericana critica operações militares israelenses em Beirute enquanto Estados Unidos buscam acordo de paz com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar "perturbado" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, devido aos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os EUA trabalham em um acordo de paz com o Irã.
"Eu não diria irritado. Fiquei um pouco perturbado com suas constantes brigas com o Líbano, sabe? Em certo momento, eu disse: 'Bibi, precisamos parar com isso'", disse Trump sobre uma ligação telefônica que teve com Netanyahu a respeito do assunto.
Em entrevista ao podcast "Pod Force One with Miranda Devine", do New York Post, o americano afirmou que os dois líderes têm um "ótimo relacionamento" e "trabalharam muito bem juntos".
O presidente dos EUA declarou que se não tivesse iniciado a guerra com o Irã, “não haveria Israel”.
“Não quero aborrecer ninguém, mas comecei porque não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear. Isso se aplica a Israel porque eles provavelmente teriam sido os primeiros a serem atingidos. Não haveria Israel”, afirmou ele.
A mensagem difere daquela transmitida pelo governo no início da guerra, quando o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington temia um ataque israelense iminente com forte retaliação iraniana.
Negociações entre Israel e Líbano
Representantes dos dois países retomam as negociações mediadas pelos Estados Unidos em Washington, D.C., nesta quarta-feira (3). A primeira rodada de conversas aconteceu na terça-feira (2).
O Departamento de Estado dos EUA confirmou que as conversas continuarão nesta quarta, após os dois lados terem realizado progressos.
“O progresso continua nas vias políticas e de segurança, à medida que nos afastamos dos fracassos dos últimos 20 anos e avançamos rumo a um acordo abrangente com o objetivo de restaurar a soberania do Líbano e garantir a segurança de Israel”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nas redes sociais.
As discussões ocorrem em meio a contínuos ataques entre Israel e o Hezbollah e à ameaça de escalada por parte do governo de Benjamin Netanyahu.



